Ceará vira potência nacional e atrai megainvestimentos em data centers
O Ceará consolidou-se como um dos territórios mais estratégicos do país para a instalação de data centers, assumindo papel de destaque no mapa nacional da infraestrutura digital. Somente em Fortaleza já operam 11 estruturas do gênero, e o número tende a crescer com a chegada de novos investimentos ao Pecém, onde nove projetos já receberam sinal verde, somando aportes estimados em R$ 558 bilhões, conforme dados do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP).
O interesse de grandes empresas pelo litoral cearense não é casual. A região reúne condições que a colocam em vantagem competitiva frente a outros polos tecnológicos do Brasil: localização geográfica favorável, forte conectividade internacional, ampla disponibilidade de energia renovável e possibilidades de resfriamento mais econômico.
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Fortaleza, um dos maiores hubs de cabos submarinos do planeta
A capital cearense tornou-se referência mundial por abrigar um dos principais pontos de ancoragem de cabos submarinos de fibra óptica. Dos 18 cabos que conectavam o Brasil a outros continentes até 2023, 16 chegam pela Praia do Futuro, corredor por onde trafegam dados que alimentam plataformas de streaming, redes sociais e serviços de nuvem.
Essa infraestrutura coloca Fortaleza entre as cidades com maior concentração de cabos submarinos no mundo, impulsionada pela proximidade geográfica com América do Norte, Europa e África. A consequência é clara: menor latência e maior velocidade no fluxo de informações, fatores essenciais para empresas que dependem de tempo de resposta mínimo.
Especialistas destacam que essa condição funciona como um ímã para data centers, garantindo maior segurança, redundância de rotas e capacidade elevada de transmissão, características decisivas para a operação de plataformas globais.
Energia limpa e resfriamento eficiente ampliam competitividade
Além da conectividade, o Ceará se beneficia de uma matriz energética renovável e abundante. A geração eólica no Pecém tem sido decisiva para atrair empreendimentos de grande porte, inclusive projetos ligados a gigantes da tecnologia e grupos do setor energético.
Outro diferencial é o uso da água do mar em sistemas de refrigeração, uma das etapas que mais consome energia nos data centers. A possibilidade de dessalinizar e reaproveitar a água salobra reduz custos operacionais e torna o litoral cearense ainda mais atraente para empresas que buscam eficiência e sustentabilidade.
Desafios para manter o ritmo de expansão
Apesar do cenário favorável, especialistas apontam que o avanço da infraestrutura depende de dois fatores críticos: a expansão contínua da oferta de energia elétrica e o aprimoramento das normas que regulam data centers e cabos submarinos no país. Com o consumo crescente desses empreendimentos, garantir capacidade energética a longo prazo será decisivo para sustentar novos investimentos.
Estruturas já instaladas em Fortaleza
Segundo a plataforma Data Center Map, a capital conta atualmente com 11 data centers operando, distribuídos entre empresas como Ascenty, Angola Cables, Lumen, Scala, Hostweb e outras operadoras de infraestrutura digital.
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Fonte: DN

