Senado paga R$ 174 mil a 4 servidores de comissões sem atividade
Em setembro de 2025, o Senado Federal vai desembolsar R$ 173.649,42 para pagar salários de quatro servidores efetivos que atuam em duas comissões que não funcionam: a de Comunicação e Direito Digital e a de Defesa da Democracia. Criadas em junho de 2023, ambas não foram instaladas neste ano, não realizaram nenhuma reunião e não votaram projetos.
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Apesar da inatividade, os servidores seguem recebendo remunerações altas. Na Comissão de Comunicação e Direito Digital estão Matheus Soares Torres Costa, secretário, com salário bruto de R$ 46,4 mil em setembro, incluindo R$ 6,8 mil pela função comissionada, e Jefferson Damascena, assistente técnico, que recebeu R$ 40,9 mil, acrescidos de R$ 3 mil pela função.
Na Comissão de Defesa da Democracia trabalham Felipe Costa Geraldes, secretário, com remuneração de R$ 41,1 mil em setembro, e Maria Hollanda, assistente, servidora da Casa desde 1982, que recebeu R$ 45 mil no mesmo mês.
Matheus Soares Torres Costa e Felipe Costa Geraldes ainda estão no chamado “regime especial de frequência”, que os isenta de registrar ponto eletrônico.
As duas comissões foram criadas ainda na presidência de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), junto com a de Esporte, esta última efetivamente instalada e em funcionamento. O relator do projeto de criação foi o senador Eduardo Gomes (PL-TO).
Questionado, Jefferson Damascena afirmou que seu trabalho envolve “questões técnicas” e justificou que a estrutura precisa existir, pois a qualquer momento a comissão pode ser ativada, dependendo de decisão política.
O episódio evidencia um contraste entre o alto custo de manutenção da máquina legislativa e a ausência de resultados concretos. Questionado sobre a situação, o Senado ainda não apresentou posicionamento oficial.
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Fonte: Metrópoles

