Empresa de Fortaleza é interditada por suspeita de falsificar remédio oncológico
Uma distribuidora de medicamentos localizada no bairro Joaquim Távora, em Fortaleza, foi interditada na última sexta-feira, 15 de agosto, após operação que identificou a comercialização de produtos falsificados e sem registro sanitário. A ação foi coordenada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em parceria com a Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis), a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), a Guarda Municipal e a Polícia Civil.
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Entre os itens apreendidos estavam caixas do imunoterápico Keytruda (pembrolizumabe), medicamento de alto custo indicado para diferentes tipos de câncer. Os fiscais também encontraram produtos vencidos, armazenados de forma irregular e com rótulos divergentes das versões originais.
Segundo a Anvisa, a venda de versões adulteradas desse medicamento representa grave risco à saúde, já que pode comprometer o tratamento dos pacientes e causar reações adversas. O caso chegou às autoridades após denúncia feita por um hospital de Palmas (TO), que relatou inconsistências em notas fiscais e embalagens.
Durante a operação, equipes foram inicialmente impedidas de entrar no prédio por um funcionário. Após mandado judicial, a inspeção foi realizada com apoio policial, resultando na condução de um colaborador à delegacia para prestar depoimento.
A farmacêutica detentora do registro no Brasil, Merck Sharp & Dohme, confirmou que o lote apreendido não fazia parte de sua produção, reforçando as suspeitas de falsificação. O inquérito está sob responsabilidade do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).
A legislação brasileira enquadra a falsificação de medicamentos como crime hediondo, prevendo penas que variam de 10 a 15 anos de prisão.
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Fonte: DN


