Petrobras anuncia redução no preço do gás natural e novos incentivos ao consumo
A Petrobras anunciou, nesta segunda-feira, 14 de outubro, uma nova redução no preço do gás natural para as distribuidoras, que entrará em vigor a partir de novembro. O corte será de 1,41%, seguindo a revisão trimestral dos contratos, que reflete variações nos preços internacionais do petróleo e do câmbio. Com essa redução, o preço do gás já acumula queda de 17% desde janeiro.
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Além da redução de preço, a Petrobras aprovou um programa de incentivo ao aumento da demanda. Distribuidoras que adquirirem volumes de gás acima do compromisso mínimo contratual terão um desconto adicional de 10% no preço de referência. Segundo o diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Maurício Tolmasquim, o objetivo é estimular o consumo, aproveitando o aumento da oferta de gás natural previsto para o final do ano. “Essa iniciativa visa oferecer mais gás à sociedade e, quanto maior a oferta, menores os preços“, explicou Tolmasquim.
Até o fim do ano, a Petrobras disponibilizará 18 milhões de metros cúbicos adicionais de gás natural por dia, provenientes do gasoduto Rota 3, que escoará a produção do pré-sal para Itaboraí, no Rio de Janeiro. A presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que, com a oferta adicional, o mercado brasileiro de gás pode triplicar se o preço for competitivo. “Vamos ganhar com a escala e explorar esse mercado imenso”, destacou.
Expansão do mercado de gás
O governo federal e a Petrobras têm como prioridade expandir o mercado de gás natural no Brasil, como parte da estratégia de transição energética. Recentemente, o governo anunciou uma série de medidas para reduzir os custos do gás, algumas das quais geraram críticas por serem consideradas intervencionistas pelo mercado. Entretanto, tanto a Petrobras quanto o governo enxergam o gás natural como um combustível crucial para a transição, com emissões menores do que outros combustíveis fósseis.
A Petrobras também busca fortalecer sua presença no mercado livre, onde já firmou contratos com grandes consumidores industriais, como as siderúrgicas Ternium, Gerdau e CSN, além da refinaria Acelen. Um quinto contrato deverá ser fechado até o final do ano. O esforço da empresa nesse segmento visa atrair grandes consumidores, consolidando o gás natural como uma fonte energética relevante para a indústria nacional.
A companhia também aprovou a ampliação do número de contratos de fornecimento para as distribuidoras. Agora, elas podem escolher entre 48 tipos de contratos, oferecendo mais flexibilidade e opções que se ajustam às diferentes demandas de consumo.

Perspectivas para o setor de gás
A chegada de novos volumes de gás do pré-sal, somada às iniciativas para ampliar o consumo, coloca o mercado de gás natural em uma trajetória de crescimento no Brasil. A Petrobras, seguindo uma lógica empresarial, espera ganhar competitividade ao oferecer preços mais acessíveis e ao aumentar sua participação no mercado doméstico.
Com mais gás disponível e uma estrutura de incentivos que visa impulsionar a demanda, tanto a Petrobras quanto o governo federal esperam que o setor de gás natural se torne um dos pilares da matriz energética brasileira. A expectativa é de que o gás natural ganhe relevância, especialmente em indústrias de alto consumo energético, ajudando a reduzir custos e a fortalecer a economia nacional.
Esse crescimento do mercado interno de gás natural também contribuirá para a diversificação da matriz energética, ao mesmo tempo em que o país avança em direção às fontes de energia renováveis. Para a Petrobras, o gás natural é visto como um combustível estratégico, capaz de sustentar o desenvolvimento econômico enquanto o Brasil se prepara para a transição completa para energias mais limpas.
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Fonte: Jornal de Brasília


