Metade da população mundial sofre com falta de vitaminas e minerais essenciais, diz estudo

 

Mais de 5 bilhões de pessoas no mundo apresentam deficiência de iodo (68% da população global), vitamina E (67%) e cálcio (66%). Além disso, cerca de 4 bilhões de pessoas têm ingestão insuficiente de ferro (65%), riboflavina (55%), folato (54%) e vitamina C (53%)

 

Um estudo recente publicado na The Lancet Global Health revela que metade da população mundial não consome a quantidade mínima recomendada de vitaminas e minerais essenciais à saúde. A pesquisa, liderada pelo cientista Christopher Golden, professor associado de nutrição e saúde em Harvard, analisou dados do Global Dietary Database, um levantamento do Banco Mundial que reúne inquéritos alimentares de diversos países.

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Os pesquisadores avaliaram a ingestão de 15 micronutrientes cruciais, incluindo cálcio, iodo, ferro, riboflavina, folato, zinco, magnésio, selênio, tiamina, niacina e as vitaminas A, B6, B12, C e E. Os resultados são alarmantes: mais de 5 bilhões de pessoas no mundo apresentam deficiência de iodo (68% da população global), vitamina E (67%) e cálcio (66%). Além disso, cerca de 4 bilhões de pessoas têm ingestão insuficiente de ferro (65%), riboflavina (55%), folato (54%) e vitamina C (53%).

O estudo também apontou que as mulheres são mais vulneráveis a deficiências em micronutrientes como iodo, vitamina B12, ferro, selênio, cálcio, riboflavina, vitamina E e folato, em comparação com os homens. A carência desses nutrientes é uma das principais causas de desnutrição no mundo, impactando negativamente o desenvolvimento, a função imunológica e o desempenho cognitivo.

“A nossa pesquisa destaca a vasta escala de inadequação da ingestão de micronutrientes em todo o mundo — especialmente para iodo, vitamina E, cálcio, ferro, riboflavina e folato. Entender esses padrões pode nos ajudar a identificar melhor onde as intervenções nutricionais são necessárias, com protocolos alimentares, biofortificação, fortificação e suplementação”, afirmaram os autores no artigo que acompanha a divulgação do estudo.

 

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Fonte: Metropoles

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