Aneel aciona bandeira vermelha 2 em setembro, elevando custo da energia em 7,877% por kWh

 

O cenário de escassez de chuvas, aliado a temperaturas acima da média histórica em todo o país, tem forçado a operação de termelétricas, que produzem energia a um custo mais elevado que as hidrelétricas

 

Pela primeira vez em mais de três anos, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a aplicação da bandeira tarifária vermelha patamar 2 para o mês de setembro. A decisão, divulgada na noite de sexta-feira, 30 de agosto, foi motivada pela previsão de baixa afluência nos reservatórios das hidrelétricas, estimada em cerca de 50% abaixo da média.

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Essa mudança significa um aumento de R$ 7,877 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, refletindo os custos mais elevados de geração de energia. Operadores do mercado de energia já esperavam essa medida, conforme antecipado pelo Estadão/Broadcast.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) projetou um Custo Marginal da Operação (CMO) para a primeira semana de setembro de R$ 277,76 por megawatt-hora (MWh), um aumento expressivo em relação aos R$ 94,25 por MWh da semana anterior, representando uma elevação de quase 200%.

Segundo a Aneel, o cenário de escassez de chuvas, aliado a temperaturas acima da média histórica em todo o país, tem forçado a operação de termelétricas, que produzem energia a um custo mais elevado que as hidrelétricas. A última vez que a bandeira vermelha patamar 2 foi acionada foi em agosto de 2021, durante a crise hídrica.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reconheceu que as avaliações recentes indicam um cenário hídrico desafiador para os próximos meses. O ministério está analisando diferentes medidas para mitigar os impactos, incluindo o possível acionamento de termoelétricas previstas em acordos anteriores, como o firmado com a Âmbar Energia em 2021. No entanto, essa ação só deverá ser tomada após a análise do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre os termos do contrato.

A decisão de ativar a bandeira vermelha patamar 2 foi influenciada por dois principais fatores: o risco hidrológico (GSF) e o aumento do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD). A Aneel enfatizou a importância do uso consciente da energia elétrica durante este período, a fim de evitar desperdícios que possam prejudicar o meio ambiente e a sustentabilidade do setor elétrico.

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias foi desenvolvido para indicar aos consumidores os custos de geração de energia no Brasil, permitindo ajustes mensais nos valores cobrados. Antes do sistema, esses custos eram repassados apenas no reajuste anual das tarifas, com incidência de juros. No modelo atual, os recursos são cobrados e transferidos às distribuidoras mensalmente por meio da “conta Bandeiras“.

 

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Fonte: Fonte: UOL

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