Marcha da Casa Comum denuncia agrotóxicos e defende catadores no Vale

A defesa da vida, da saúde das comunidades e da preservação ambiental marcou a realização da Marcha da Casa Comum, na manhã deste sábado, 13 de junho, em Limoeiro do Norte. A mobilização reuniu catadores e catadoras de materiais recicláveis do Vale do Jaguaribe e de diversas regiões do Ceará, além de agricultores e moradores de comunidades camponesas da Chapada do Apodi afetadas pelo uso intensivo de agrotóxicos.

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Com faixas, cartazes e palavras de ordem, os participantes percorreram as ruas do município chamando a atenção para os impactos da chamada “chuva de veneno”, expressão utilizada pelos movimentos sociais para denunciar a pulverização de agrotóxicos e seus efeitos sobre a saúde humana, os recursos naturais e a produção agrícola familiar.

Durante o ato, lideranças destacaram a preocupação das comunidades de Cabeça Preta, em Limoeiro do Norte, e de áreas de Quixeré, que convivem há anos com denúncias relacionadas à exposição a defensivos agrícolas. Os manifestantes defenderam maior fiscalização, políticas públicas de proteção às populações rurais e o fortalecimento de modelos de produção agrícola sustentáveis.

Além da pauta ambiental, a marcha também deu visibilidade ao trabalho desenvolvido pelos catadores e catadoras de materiais recicláveis. Os participantes ressaltaram a importância da coleta seletiva para a redução dos resíduos sólidos, a geração de renda e a preservação do meio ambiente, cobrando melhores condições de trabalho, valorização profissional e ampliação das políticas de inclusão social para a categoria.

Inspirada no conceito de cuidado com a “Casa Comum”, a mobilização reforçou a necessidade de um compromisso coletivo com a proteção da natureza e com a promoção da justiça social. Ao final do evento, os organizadores destacaram que a defesa do meio ambiente está diretamente ligada à garantia de direitos, à saúde das populações e à construção de comunidades mais sustentáveis e solidárias.

A Marcha da Casa Comum encerrou-se com a mensagem de que o cuidado com a vida, a terra e as futuras gerações depende da participação de toda a sociedade na construção de um modelo de desenvolvimento que respeite as pessoas e o equilíbrio ambiental.

 

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