15 deputados cearenses apoiam isenção do IR até R$ 5 mil; 7 aceitam taxar super-ricos
O projeto de lei do Governo Federal que amplia para R$ 5 mil a faixa de isenção do Imposto de Renda foi bem recebido por parte da bancada cearense na Câmara dos Deputados. Dos 22 parlamentares do Ceará, 15 declararam apoio à isenção. No entanto, a proposta de compensação fiscal que prevê taxação progressiva de até 10% sobre rendas acima de R$ 600 mil ao ano divide opiniões: apenas 7 apoiam esse ponto, enquanto 6 se manifestaram contrários. Os demais não responderam ou deram respostas imprecisas.
A medida faz parte de uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e deve beneficiar cerca de 10 milhões de brasileiros, com previsão de início em 2026, caso seja aprovada no Congresso. Além da faixa de isenção, o texto prevê um desconto parcial para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7 mil mensais.
Parlamentares que apoiam a isenção do IR até R$ 5 mil:
- André Figueiredo (PDT)
- Célio Studart (PSD)
- Dayany Bittencourt (União)
- Jaziel Pereira (PL)
- Enfermeira Ana Paula (Podemos)
- Eunício Oliveira (MDB)
- Fernanda Pessoa (União)
- José Airton (PT)
- José Guimarães (PT)
- Júnior Mano (PSB)
- Luiz Gastão (PSD)
- Luizianne Lins (PT)
- Matheus Noronha (PL)
- Moses Rodrigues (União)
- Yury do Paredão (MDB)
Parlamentares favoráveis à taxação progressiva dos super-ricos:
- André Figueiredo (PDT)
- Enfermeira Ana Paula (Podemos)
- Fernanda Pessoa (União)
- José Airton (PT)
- José Guimarães (PT)
- Luizianne Lins (PT)
- Yury do Paredão (MDB)

Parlamentares contrários à taxação dos super-ricos:
- Dayany Bittencourt (União)
- Jaziel Pereira (PL)
- Eunício Oliveira (MDB)
- Luiz Gastão (PSD)
- Matheus Noronha (PL)
- Moses Rodrigues (União)
Deputados que não opinaram sobre um ou ambos os pontos:
- AJ Albuquerque (PP)
- André Fernandes (PL)
- Danilo Forte (União)
- Domingos Neto (PSD)
- Leônidas Cristino (PDT)
- Mauro Filho (PDT)
- Robério Monteiro (PDT)
Alguns deputados, como André Figueiredo, chegaram a propor mudanças no projeto original. O pedetista sugeriu ampliar a alíquota de compensação para até 20% ou 27,5% sobre rendimentos mais altos. Já outros, como Luiz Gastão e Eunício Oliveira, manifestaram preocupação com o impacto da nova taxação sobre profissionais liberais e o setor produtivo.
Líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT), defendeu a proposta integralmente, alegando que ela garante justiça tributária. Opinião semelhante foi expressa por Luizianne Lins, que considerou as mudanças essenciais para fortalecer o poder de compra e tornar o sistema mais equilibrado.
Apesar da maioria se mostrar favorável à isenção, a proposta ainda pode passar por modificações durante a tramitação na Câmara, onde será relatada por Arthur Lira (PP), e analisada por comissão especial presidida por Rubens Pereira Jr. (PT). A expectativa é que o debate sobre a compensação continue sendo o principal ponto de impasse entre os parlamentares.
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Fonte: DN



