Novembro Azul alerta para 18,5 mil mortes por câncer de próstata no Brasil em 2025

O câncer de próstata continua sendo um dos principais desafios da saúde masculina no Brasil. Com aproximadamente 18,5 mil mortes registradas em 2025, a doença provocou uma média de 50 óbitos por dia no país. Os números reforçam a importância da prevenção, do acompanhamento médico e do diagnóstico precoce, especialmente porque o tumor costuma evoluir sem apresentar sintomas nas fases iniciais.

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Os dados são do Ministério da Saúde, divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Segundo a entidade, entre 2017 e setembro de 2026, foram contabilizadas mais de 160 mil mortes pela doença. O total de óbitos em 2025 representa um crescimento de aproximadamente 20% em relação a 2015, quando foram registrados 15,4 mil casos fatais.

A estimativa para 2026 é de mais de 77 mil novos diagnósticos no Brasil, mantendo o câncer de próstata entre os tumores mais frequentes na população masculina.

Um dos aspectos mais preocupantes é a ausência de sinais perceptíveis no início da doença. Segundo a SBU, quando identificada precocemente, a possibilidade de cura chega a 90%. Por isso, esperar o aparecimento de sintomas pode comprometer as chances de sucesso no tratamento.

 

Sinais de alerta

Embora a doença possa permanecer silenciosa por bastante tempo, alguns sintomas podem surgir com o avanço do tumor. Entre os principais estão:

  • Dificuldade para começar a urinar;
  • Jato urinário fraco ou interrompido;
  • Necessidade de urinar várias vezes, principalmente durante a noite;
  • Presença de sangue na urina ou no sêmen;
  • Dor ao urinar ou durante a ejaculação;
  • Dificuldade para manter a ereção;
  • Sensação de que a bexiga não foi completamente esvaziada;
  • Dores na região dos ossos, em situações mais avançadas.

O presidente da SBU, Roni Carvalho Fernandes, ressalta que a ausência de sintomas não significa que o homem esteja livre da doença. Segundo ele, aguardar dificuldades urinárias ou dores para procurar atendimento pode atrasar a identificação do tumor e reduzir as possibilidades de tratamento curativo.

 

Novembro Azul incentiva cuidados com a saúde masculina

A campanha Novembro Azul mobiliza, ao longo deste mês, instituições de saúde e profissionais para ampliar a conscientização sobre o câncer de próstata e estimular os homens a manterem os cuidados preventivos.

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino responsável pela produção de parte do líquido que compõe o sêmen e contribui para a proteção e nutrição dos espermatozoides.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, a recomendação é que homens a partir dos 50 anos procurem um urologista para avaliar individualmente a necessidade de investigação. Para aqueles que apresentam fatores de maior risco, como histórico familiar da doença, homens negros e pessoas com obesidade, essa avaliação deve começar aos 45 anos.

A investigação pode incluir o exame de sangue PSA, que mede o nível do antígeno prostático específico, e o toque retal, utilizado para avaliar características da próstata. Quando os resultados indicam suspeita, a confirmação do diagnóstico é feita por meio de biópsia.

A entidade também destaca uma mudança gradual no comportamento masculino, com maior procura por informações e consultas urológicas. Apesar dos avanços, ainda existe o desafio de ampliar a participação dos homens nos cuidados regulares com a saúde.

 

Avanços no tratamento

O tratamento do câncer de próstata também registra novidades. Segundo a SBU, em 2026, a cirurgia da próstata assistida por robô foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Outra novidade foi a aprovação, pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), de procedimentos como o ultrassom focado de alta intensidade (HIFU) e a crioblação.

O HIFU utiliza ondas de ultrassom direcionadas ao tumor para destruir o tecido canceroso por meio da concentração de energia em uma área específica.

Já a crioblação consiste na introdução de agulhas finas na região afetada, por meio das quais é aplicado um gás que provoca o congelamento e a destruição das células tumorais.

Os avanços ampliam as possibilidades terapêuticas, mas a escolha do tratamento depende das características do tumor e das condições de cada paciente. A orientação médica continua sendo fundamental em todas as etapas.

 

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Fonte: Agencia Brasil

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