Cantor Netinho morre aos 60 anos após agravamento de câncer no sistema linfático
O cantor baiano Netinho, um dos nomes conhecidos da axé music no Brasil, morreu na manhã desta terça-feira, 13 de outubro, aos 60 anos, em Salvador. A informação foi divulgada pela assessoria do artista nas redes sociais. Ele enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, que evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos.
>>>CLICK AQUI PARA SEGUIR O CANAL FOLHA DO VALE NO WHATSAPP<<<

Diagnosticado com a doença em março de 2025, o artista passou por tratamento e chegou a apresentar remissão. Em 2026, porém, o câncer voltou a se manifestar, levando a novas internações e à retomada dos cuidados médicos. Netinho estava internado no Hospital Aliança Star, na capital baiana.
Em comunicado, a equipe destacou a contribuição do cantor para a música brasileira e a relação construída com os fãs ao longo da carreira. A assessoria também informou que o velório e a cremação serão realizados de forma reservada, conforme desejo manifestado pelo próprio artista.
Trajetória marcada pelo axé
Nascido Ernesto de Souza Andrade Júnior, em Santo Antônio de Jesus, na Bahia, Netinho ganhou projeção nacional a partir dos anos 1990. Antes de seguir carreira solo, integrou a Banda Beijo e se tornou uma das vozes associadas à expansão do axé music.
Entre seus principais sucessos estão “Milla”, “Capricho dos Deuses” e “Menina”, músicas que marcaram carnavais e apresentações em diferentes regiões do país. Seu estilo e sua presença nos palcos ajudaram a consolidar sua popularidade no cenário musical brasileiro.
O que é o linfoma não Hodgkin?
A doença enfrentada pelo cantor pertence a um grupo de cânceres que se desenvolvem nos linfócitos, células de defesa do organismo que fazem parte do sistema linfático. Existem diferentes subtipos de linfoma não Hodgkin, com características, velocidades de progressão e respostas ao tratamento distintas.
A classificação depende de exames específicos, especialmente da análise de células obtidas por biópsia. O diagnóstico preciso é fundamental para definir a estratégia terapêutica mais adequada a cada paciente.

Quais são os principais sintomas?
Um dos sinais mais conhecidos é o aumento dos linfonodos, popularmente chamados de gânglios ou ínguas, que pode ser percebido como caroços no pescoço, nas axilas ou na virilha. Outros sintomas possíveis incluem:
- Febre persistente sem causa aparente;
- Suor intenso durante a noite;
- Perda de peso involuntária;
- Cansaço e fraqueza;
- Coceira na pele;
- Tosse ou dificuldade para respirar, dependendo da região afetada.
Esses sinais não significam necessariamente a presença de câncer, pois também podem ocorrer em outras condições. Quando persistem ou aparecem sem explicação, é importante procurar avaliação médica.
Como é feito o tratamento?
O tratamento varia conforme o subtipo do linfoma, a extensão da doença e as condições clínicas do paciente. Entre as opções estão quimioterapia, imunoterapia, radioterapia, terapias-alvo e, em situações específicas, transplante de células-tronco hematopoéticas.
Alguns linfomas apresentam evolução lenta, enquanto outros são mais agressivos e exigem tratamento imediato. Por isso, não existe uma única abordagem válida para todos os casos, e o prognóstico depende de fatores individuais e das características da doença.
A morte de Netinho chama atenção para a complexidade dos linfomas e para a importância do diagnóstico preciso, do acompanhamento especializado e da definição de tratamentos adequados a cada tipo da doença.
SIGA-NOS NO INSTRAGRAM E FIQUE POR DENTRO DAS ÚLTIMAS NOTICIAS

