IPCA sobe 0,07% em julho e acumula menor alta para o período desde 2022

A inflação oficial do país desacelerou em julho e registrou alta de apenas 0,07%, após avanço de 0,16% em junho. Com o resultado, o IPCA acumula 3,44% de janeiro a julho, menor taxa para o período desde 2022. Em 12 meses, a inflação ficou em 4,44%, abaixo do teto de 4,50% da meta estabelecida pelo Banco Central.

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O resultado foi influenciado principalmente pela queda nos preços de Alimentação e bebidas, que recuaram 0,67%. Entre os alimentos consumidos em casa, a redução chegou a 1,14%. O tomate teve a maior queda, de 29,09%, seguido pela batata-inglesa (-19,59%), cenoura (-14,41%) e café moído (-2,45%).

Na direção contrária, o leite longa vida subiu 2,47% e as frutas ficaram 1,20% mais caras. A alimentação fora do domicílio aumentou 0,55%, com alta de 0,76% nos lanches e de 0,42% nas refeições.

Entre os grupos pesquisados, Habitação apresentou a maior alta, de 0,99%. Saúde e cuidados pessoais subiu 0,40%; Despesas pessoais, 0,22%; Artigos de residência, 0,07%; Transportes, 0,05%; e Comunicação, 0,04%. Educação recuou 0,03% e Vestuário teve queda de 0,66%.

O desempenho de julho reforça a desaceleração observada nos últimos meses. Com a inflação acumulada em 12 meses abaixo do teto da meta, o cenário abre espaço para uma possível continuidade do processo de redução dos juros, embora decisões futuras dependam da evolução dos preços e das expectativas para a inflação.

 

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