Rouquidão e feridas persistentes podem indicar câncer de cabeça e pescoço

O aparecimento de rouquidão prolongada, feridas na boca que não cicatrizam e caroços no pescoço exige atenção e avaliação médica. Especialistas alertam que esses sinais podem estar associados ao câncer de cabeça e pescoço, grupo de tumores que registra milhares de novos casos todos os anos no Brasil e que, na maioria das vezes, ainda é diagnosticado em estágios avançados.

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Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que grande parte dos pacientes recebe o diagnóstico apenas nas fases mais avançadas da doença, o que reduz as chances de tratamento menos agressivo e de cura. A estimativa para o país é superior a 42 mil novos casos anuais no período entre 2026 e 2028.

O alerta ganha força a partir de histórias como a do administrador Fernando Ihara, de 57 anos. O que parecia ser apenas uma inflamação nos seios da face acabou revelando um câncer de orofaringe após exames mais detalhados. Antes do diagnóstico, ele convivia com um desconforto na garganta que acreditava estar relacionado a problemas comuns de saúde.

Segundo o oncologista Gilberto Castro, do Hospital Sírio-Libanês, sintomas que permanecem por mais de duas semanas não devem ser ignorados. Entre os principais sinais de alerta estão feridas na boca ou na língua sem cicatrização, rouquidão persistente, dor ao engolir, nódulos no pescoço, dor contínua na garganta e episódios frequentes de tosse, especialmente quando acompanhados de sangramento.

Os especialistas destacam ainda a importância das consultas odontológicas regulares, já que muitos tumores podem ser identificados durante exames simples da cavidade oral. A observação de alterações na boca e na garganta pode contribuir para o diagnóstico precoce.

Entre os principais fatores de risco estão o tabagismo, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e a infecção pelo HPV. A vacinação contra o vírus é considerada uma das medidas mais importantes de prevenção, especialmente para os tumores de orofaringe relacionados ao HPV, que vêm sendo registrados com maior frequência em pacientes mais jovens.

Após passar por sessões de quimioterapia e radioterapia, Fernando apresentou resposta completa ao tratamento e segue em acompanhamento médico. Para os especialistas, a principal mensagem é clara: alterações persistentes no organismo devem ser investigadas o quanto antes, pois o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura.

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Fonte: Metropoles

 

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