Lula quer incluir devedores do Fies em novo programa federal de renegociação
Durante visita ao novo campus do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), em Sorocaba, na sexta-feira, 10 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que estudantes com parcelas atrasadas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) poderão ser incluídos no novo programa de renegociação de dívidas em estudo pelo governo federal.
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Segundo Lula, o crescimento do número de universitários inadimplentes motivou a inclusão desse grupo nas medidas voltadas ao enfrentamento do endividamento. O presidente, no entanto, não detalhou como será feita a renegociação nem quais condições serão oferecidas.
Dados do Ministério da Educação, divulgados em outubro de 2025, indicam que cerca de 160 mil estudantes possuem parcelas em atraso no Fies, somando aproximadamente R$ 1,8 bilhão em dívidas. Para o presidente, a renegociação pode garantir que jovens concluam a formação e, posteriormente, tenham condições de quitar os débitos.
Lula voltou a defender que investimentos em educação são fundamentais para o desenvolvimento do país. Durante o discurso, comparou os custos anuais de estudantes e pessoas privadas de liberdade, afirmando que investir na formação educacional gera retorno social e econômico mais amplo.
O presidente também sugeriu que parlamentares destinem parte das emendas para a construção de escolas. De acordo com ele, caso deputados e senadores adotassem a proposta, seria possível ampliar rapidamente a rede educacional brasileira.
Ainda durante o evento, Lula mencionou que o novo programa de renegociação deve contemplar pessoas de baixa renda, com previsão de liberação entre R$ 9 bilhões e R$ 10 bilhões. Outra medida em estudo prevê a liberação de cerca de R$ 7 bilhões para trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário do FGTS e tiveram valores retidos após demissão.
A visita marcou ainda a inauguração da nova unidade do IFSP em Sorocaba, construída com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O campus possui 4,6 mil metros quadrados e contará com salas de aula, laboratórios e estrutura administrativa para cursos técnicos e tecnológicos.
Ao encerrar o discurso, Lula reforçou a importância da educação como estratégia de desenvolvimento e destacou que o país deve priorizar políticas que ampliem o acesso ao ensino e à qualificação profissional.
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