Ceará confirma 1º caso de Mpox em 2026; Brasil soma 140 registros da doença

O Ceará registrou o primeiro caso confirmado de Mpox em 2026, conforme atualização do painel de monitoramento do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica divulgada na terça-feira, 9 de março. O diagnóstico foi contabilizado no mês de fevereiro. Além da confirmação, o estado também possui dois registros classificados como prováveis.

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Na região Nordeste, o monitoramento indica três casos confirmados da doença neste ano e dois prováveis. Até agora, não houve mortes associadas à infecção, enquanto 67 notificações permanecem em investigação como suspeitas.

Dados do Ministério da Saúde apontam que o paciente diagnosticado no Ceará é um homem de 37 anos, branco, heterossexual, que relatou manter relações sexuais com mulheres e possui ensino médio completo. A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) foi procurada para comentar o caso e ainda não divulgou detalhes adicionais.

Em todo o país, o sistema de vigilância epidemiológica contabiliza 140 confirmações e nove casos prováveis de Mpox em 2026. Também existem 539 notificações suspeitas em análise. Assim como no Nordeste, não há registro de óbitos no Brasil neste ano.

Os registros se concentram principalmente nos primeiros meses do ano. Segundo o painel de monitoramento do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica, foram contabilizados 68 casos em janeiro, 70 em fevereiro e 11 em março até o momento.

Entre as cidades com maior número de diagnósticos estão São Paulo (93 casos), Rio de Janeiro (18), Minas Gerais (11) e Rio Grande do Norte (11). Outros estados com registros incluem Piauí, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Pará e Santa Catarina.

A Mpox é transmitida principalmente pelo contato direto entre pessoas, especialmente por meio de lesões na pele, secreções corporais ou exposição próxima e prolongada a gotículas respiratórias de pessoas infectadas.

No Nordeste, os dados indicam idade média de 31 anos entre os casos registrados. Em relação ao sexo, 60% das notificações envolvem homens e 40% mulheres. Quanto à identidade de gênero, 60% são homens cisgênero, 20% mulheres cisgênero e 20% não tiveram essa informação registrada.

O diagnóstico da doença é feito em laboratório, por testes moleculares ou sequenciamento genético, a partir da coleta de material das lesões na pele. De acordo com o Ministério da Saúde, as amostras são retiradas preferencialmente da secreção das lesões ou, quando já estão secas, das crostas, e enviadas para laboratórios de referência no país.

 

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Fonte: DN

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