Betânia, a Dama de Vermelho que virou símbolo cultural de Limoeiro do Norte
Um personagem folclórico
Em toda cidade tem;
No jeito autêntico de ser,
Representa muito bem.
Em Limoeiro do Norte,
Temos o nosso também.
Eu me refiro a Betânia,
Que mora nesta cidade.
Nossa Dama de Vermelho
Ganhou popularidade,
Tornou-se tão conhecida
Que virou celebridade.
Seu gosto pelo vermelho
Começou quando menina.
Mesmo tendo outras escolhas,
Ela então se determina,
Numa opção definida
Pela cor que lhe fascina.
Até quando a mãe comprava
As roupas que ela vestia,
Ela sempre relutava
Se outra cor aparecia.
Não negava pra ninguém
Que só vermelho queria.
Assim, Betânia cresceu
Resoluta e decidida,
Vestindo essa mesma cor
Que lhe deixa envaidecida,
Que serve de referência
Pro resto de sua vida.
Dotada de inteligência,
Inspirada em qualquer musa,
Sendo marca ou etiqueta,
Ela afirma que recusa.
É quem confecciona
As próprias peças que usa.
Com seus sapatos vermelhos,
Anda livre na cidade,
Mais um item que retrata
Sua personalidade,
Deixando rastros seguros
No chão da felicidade.
Com seu vestido elegante,
Desperta admiração;
Sua forma inusitada
Em cada apresentação
É o que garante a permanência
De seu estilo padrão.
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Cordel: A Dama de Vermelho Autor: Luís Gonzaga Maia (escritor/cordelista) Participação: Cris Moura (cordelista)

