Câncer de pele lidera casos no Brasil e reforça alerta para prevenção
O câncer de pele continua sendo o tipo mais diagnosticado no Brasil e mantém aceso o sinal de alerta para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. A estimativa para este ano aponta cerca de 704 mil novos registros da doença no país, considerando tanto os carcinomas quanto os melanomas, conforme projeção do Instituto Nacional do Câncer (Inca).
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Especialistas destacam que observar a própria pele com atenção e manter cuidados diários são atitudes decisivas para identificar alterações suspeitas ainda no início. Médicos do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), em São Paulo, orientam que qualquer ferida que não cicatrize após quatro semanas deve ser avaliada por um profissional de saúde.
A doença se manifesta de formas distintas. O carcinoma basocelular, o mais comum, geralmente aparece como uma lesão persistente. Já o carcinoma espinocelular pode surgir como uma área áspera, uma ferida com sangramento frequente ou uma verruga de crescimento acelerado. O melanoma, apesar de menos frequente, é o mais agressivo e costuma se apresentar como uma nova pinta ou uma mancha que muda de tamanho, formato ou cor ao longo do tempo.
Para facilitar a identificação de sinais de risco, os dermatologistas recomendam a regra do ABCDE, que avalia assimetria, bordas irregulares, coloração desigual, diâmetro acima de seis milímetros e evolução da lesão. Alterações nesses critérios indicam a necessidade de consulta médica.
A prevenção também é fundamental. O acúmulo de exposição ao sol ao longo da vida é um dos principais fatores de risco, o que torna indispensável o uso diário de protetor solar, além de acessórios como chapéus, roupas com proteção UV e óculos escuros. Evitar o sol nos horários mais intensos e reaplicar o filtro solar regularmente são medidas essenciais.
Grupos mais vulneráveis, como pessoas de pele clara, com histórico familiar ou exposição solar intensa, devem redobrar os cuidados e realizar acompanhamento anual com dermatologista. No HSPE, pacientes de alto risco contam com exames avançados, como a dermatoscopia digital, que aumenta a precisão e a agilidade no diagnóstico.
A orientação dos especialistas é direta: observar a pele, proteger-se do sol e procurar ajuda médica diante de qualquer mudança são passos simples que podem fazer a diferença na preservação da saúde e da vida.
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Fonte: Saúde em dia

