Governo Lula estuda ampliar tarifa zero no transporte público brasileiro

O Governo Federal avalia a viabilidade de expandir o modelo de tarifa zero no transporte público em todo o país. A equipe do Ministério da Fazenda, sob coordenação do ministro Fernando Haddad, realiza um levantamento minucioso dos custos e do funcionamento do setor, em atendimento a uma solicitação direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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O estudo busca compreender o impacto financeiro do sistema, incluindo quanto é subsidiado pelo poder público, o valor investido pelas empresas por meio do vale-transporte e o peso que recai sobre o bolso do trabalhador. Segundo Haddad, o objetivo é encontrar caminhos para melhorar o modelo de financiamento e garantir um transporte mais acessível e eficiente.

Atualmente, 136 municípios brasileiros já adotam o transporte gratuito, especialmente cidades de pequeno e médio porte. Em algumas capitais, como Brasília e São Paulo, a gratuidade é oferecida aos domingos e feriados. No Ceará, três cidades já se destacam com o sistema integral de tarifa zero: Caucaia, Aquiraz e Eusébio. Caucaia, pioneira na iniciativa desde 2021, registrou crescimento expressivo na demanda: as viagens diárias saltaram de 18 mil para 90 mil logo no primeiro mês, e o número total de passageiros subiu de 510 mil para 2,3 milhões em menos de dois anos.

Especialistas apontam que a medida pode impulsionar a economia local, gerar inclusão social e estimular o uso do transporte coletivo. Moradores de cidades com tarifa zero relatam mudanças positivas na rotina, com maior mobilidade e acesso facilitado a serviços públicos e oportunidades de emprego.

Apesar dos resultados promissores, o desafio do governo está em definir fontes estáveis de financiamento que garantam a sustentabilidade do sistema em larga escala. Em Fortaleza, por exemplo, o transporte coletivo ainda depende de subsídios que asseguram a meia passagem e a gratuidade para públicos específicos, mas enfrenta dificuldades operacionais e financeiras.

A expectativa é que o estudo da Fazenda sirva de base para a formulação de uma política nacional voltada à mobilidade urbana gratuita e sustentável, reforçando o compromisso do governo com a inclusão e o direito à cidade.

 

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