Estudo revela que quase todos os infartos e AVCs têm alertas prévios do corpo

Um levantamento internacional realizado por pesquisadores da Coreia do Sul e dos Estados Unidos revelou que ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs) raramente ocorrem de forma inesperada. O corpo, segundo os cientistas, costuma emitir sinais claros antes de um evento grave.

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O estudo, publicado no dia 29 de setembro no Journal of the American College of Cardiology, analisou informações médicas de 9 milhões de adultos e identificou quatro fatores de risco principais presentes na imensa maioria dos casos: pressão alta, colesterol elevado, níveis altos de glicose no sangue e tabagismo.

De acordo com os resultados, 99% dos eventos cardiovasculares analisados estavam ligados a pelo menos um desses fatores. Mesmo entre mulheres com menos de 60 anos, grupo considerado de menor vulnerabilidade, mais de 95% dos episódios de infarto ou AVC ocorreram em pessoas que apresentavam uma dessas condições.

A hipertensão arterial apareceu como o elemento mais recorrente, sendo registrada em mais de 90% dos casos de ataque cardíaco, derrame e insuficiência cardíaca.

Os autores afirmam que as descobertas contrariam pesquisas anteriores que apontavam para o aumento de doenças cardíacas sem causas aparentes. Para eles, a falha estava na limitação dos métodos usados em estudos anteriores, que não conseguiram identificar adequadamente os fatores de risco.

Os especialistas reforçam que controlar esses fatores modificáveis é a chave para reduzir mortes por doenças cardiovasculares. Segundo o pesquisador Philip Greenland, da Universidade Northwestern, o foco deve ser fortalecer estratégias de prevenção e controle, em vez de buscar causas que não têm relação direta com o problema.

Para reduzir o risco de doenças do coração e do cérebro, os médicos recomendam alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, abandono do cigarro, controle da pressão arterial e acompanhamento médico periódico. A atenção aos sinais do corpo pode ser decisiva para evitar complicações graves e garantir uma vida mais longa e saudável.

 

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Fonte: Metropoles

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