Brasil inicia uso de terapia inédita contra Alzheimer em fase inicial
O Brasil começou a aplicar um novo medicamento para tratar pacientes com Alzheimer em estágios iniciais. O Donanemabe, conhecido comercialmente como Kisunla, atua na remoção de placas de beta-amiloide, proteínas ligadas à perda de memória e à redução das capacidades cognitivas.
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A doença, que é o tipo mais comum de demência em idosos, compromete gradualmente a memória, a fala e o comportamento. Estima-se que mais de 1,2 milhão de brasileiros convivam com o Alzheimer, número que tende a aumentar com o envelhecimento da população.
A aplicação do Kisunla é feita por infusão intravenosa. Nos três primeiros meses, a dose mensal é de 700 mg. A partir do quarto mês, a quantidade é dobrada para 1.400 mg, mantida até o fim do tratamento, que pode se estender por até 18 meses. Pesquisas apontam que os benefícios podem durar mesmo após o encerramento do protocolo.
Apesar do avanço, a novidade ainda está restrita à rede privada. Cada unidade do medicamento custa em torno de R$ 5 mil, valor que pode variar de acordo com a clínica responsável pela aplicação.
Para especialistas, a chegada da terapia representa um marco. É o primeiro fármaco disponível no país capaz de modificar o curso da doença e, segundo a fabricante, também já recebeu avaliação positiva de órgãos de saúde na Europa.
Com a estimativa de que um terço dos pacientes com sintomas leves evolua para quadros mais graves em apenas um ano, a introdução do Donanemabe no Brasil surge como esperança para retardar a progressão do Alzheimer e ampliar a qualidade de vida de milhares de pessoas.
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Fonte: Metropoles


