Ceará decreta emergência econômica para conter impacto do tarifaço dos EUA

O Governo do Ceará decretou, nesta quinta-feira, 4 de setembro, situação de emergência econômica em resposta ao aumento das tarifas de importação aplicadas pelos Estados Unidos desde agosto. A medida busca proteger setores estratégicos do Estado, já que cerca de metade das exportações cearenses têm como destino o mercado norte-americano.

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O chamado “tarifaço”, que elevou em até 50% os impostos sobre produtos brasileiros, afeta diretamente empresas do agronegócio, da indústria calçadista e do setor de alimentos. Diante do cenário, o governador Elmano de Freitas anunciou que o Estado adotará ações para preservar contratos internacionais, evitar o fechamento de negócios e conter perdas de empregos.

O decreto autoriza a implantação de medidas emergenciais, como crédito para exportação, redução de encargos do Fundo de Desenvolvimento Industrial (FDI) e subvenção econômica para que empresas mantenham competitividade. Outra iniciativa será a compra direta de produtos destinados à exportação, incluindo mel, pescados e castanha de caju, que serão incorporados a programas públicos de merenda escolar, restaurantes universitários e ações de segurança alimentar.

De acordo com o governo, a expectativa é que um edital específico para aquisição de alimentos perecíveis seja lançado até o fim da semana, contemplando cerca de 300 empresas cearenses.

A situação de emergência acrescentada à Lei n.º 19.384, de 7 de agosto de 2025, permitirá que o Estado atue de forma mais rápida e excepcional para enfrentar a crise. Embora menos grave que o estado de calamidade, a medida reflete a necessidade de ação imediata diante de um cenário que ameaça cadeias produtivas inteiras.

 

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Fonte: O Estado

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