Ceará deve comprar 600 toneladas de água de coco e pescado para conter tarifaço

O Governo do Ceará estuda a aquisição de aproximadamente 300 toneladas de água de coco e 300 toneladas de pescado de empresas locais afetadas pela taxação de 50% aplicada pelos Estados Unidos desde o início de agosto. A medida foi destacada pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faec), Amílcar Silveira, durante coletiva realizada nesta segunda-feira, 25 de agosto, em Fortaleza, no lançamento da 19ª edição do Encontro Nordestino do Setor de Leite e Derivados (Enel).

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A iniciativa integra o pacote de ações anunciado pelo Estado para amenizar os impactos do chamado “tarifaço” sobre a economia cearense. Entre as medidas também estão previstos incentivos como crédito para exportação, redução de encargos do Fundo de Desenvolvimento Industrial (FDI) e subvenções para manter a competitividade das empresas no mercado norte-americano.

Os setores mais prejudicados são o agronegócio e a indústria calçadista. No campo, produtos como mel, pescado, água de coco, cera de carnaúba e castanha de caju estão entre os mais atingidos. Silveira ressaltou a necessidade de preservar o acesso ao mercado dos Estados Unidos, considerado estratégico para o Ceará.

Apesar de relatos sobre possível queda no preço da água de coco no mercado interno, o dirigente da Faec afastou a hipótese. Segundo ele, a desvalorização poderia prejudicar pequenos produtores e provocar demissões no campo.

Durante a coletiva, também foi apresentada a programação do Encontro Nordestino do Setor de Leite e Derivados, que acontecerá em Quixadá, entre os dias 11 e 13 de setembro. A expectativa é de que o evento movimente entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões na economia local, atraindo cerca de 8 mil visitantes.

 

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Fonte: DN

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