General admite autoria de plano que citava morte de Lula e ministro do STF
Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira, 24 de julho, o general da reserva Mario Fernandes confessou ter sido o autor do documento intitulado “Punhal Verde e Amarelo”, que mencionava ações violentas contra autoridades como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Alexandre de Moraes. Segundo ele, o conteúdo não passava de uma reflexão pessoal colocada em formato digital.
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Durante a audiência conduzida pelo juiz Rafael Henrique Tamai Rocha, o militar declarou que o material era fruto de uma análise individual de cenário, sem qualquer intenção de ser compartilhado. “Era apenas um arquivo digital com dados e ideias minhas. Nada além disso”, afirmou o general, que ainda lamentou ter registrado os pensamentos em meio digital: “Hoje me arrependo profundamente de ter feito isso”.
Mario Fernandes é um dos acusados no processo que apura uma tentativa de golpe para manter Jair Bolsonaro (PL) no poder após as eleições de 2022. Ele é apontado como uma das peças-chave na estrutura que teria tentado obstruir o funcionamento regular das instituições democráticas, segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Além dele, integram o chamado “núcleo 2” da suposta conspiração nomes como Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF); Fernando de Sousa Oliveira, ex-subsecretário de segurança do Distrito Federal; a delegada Marília Alencar; o coronel Marcelo Câmara; e Filipe Martins, ex-assessor internacional da Presidência.
O grupo é acusado de utilizar estruturas estatais para interferir no processo eleitoral, especialmente prejudicando o deslocamento de eleitores no Nordeste durante o segundo turno. As ações teriam como objetivo sustentar um cenário propício à continuidade de Bolsonaro na Presidência.
Segundo a acusação, enquanto alguns membros coordenavam a operação de bloqueio com uso das forças policiais, Mario Fernandes atuava no monitoramento de adversários e no diálogo com militantes envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Já Filipe Martins teria participado da formulação de uma possível decretação de estado de sítio no país.
A investigação ainda está em andamento e pode levar à responsabilização criminal dos envolvidos por crimes contra o Estado Democrático de Direito.
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Fonte: CNN



