STF impõe tornozeleira e outras restrições a Bolsonaro por risco de fuga
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi alvo de medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira, 18 de julho. A decisão determina o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, além de outras restrições, como parte das investigações em andamento por crimes como coação, obstrução de Justiça e ataque à soberania nacional.
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A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na residência de Bolsonaro, em Brasília, e em locais ligados ao Partido Liberal (PL), incluindo o escritório da sigla. Também foi realizada a apreensão do celular do ex-presidente.
Entre as medidas impostas, Bolsonaro está proibido de acessar redes sociais, manter contato com outros investigados, inclusive aliados políticos, e se aproximar de embaixadas ou de representantes diplomáticos estrangeiros. A decisão ainda o obriga a permanecer em casa durante o período noturno, entre 19h e 7h.
O STF justificou as medidas alegando haver risco concreto de fuga, com receio de que Bolsonaro buscasse asilo político no exterior, especialmente junto ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A instalação da tornozeleira eletrônica foi realizada na sede da Polícia Federal. A medida visa garantir o cumprimento das decisões judiciais e preservar o curso das investigações.
A defesa do ex-presidente classificou a decisão como “severa”, afirmando ter recebido as medidas com “surpresa e indignação”. Os advogados alegam que Bolsonaro sempre colaborou com a Justiça e que irão se manifestar formalmente após a análise completa da decisão.
A operação ocorre no âmbito de um processo instaurado no STF em 11 de julho, dias após o anúncio de tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, e está relacionada a supostos atos antidemocráticos após as eleições de 2022.
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