Desemprego no Brasil cai a 6,2% em maio e renda média bate recorde, diz IBGE
O mercado de trabalho brasileiro segue em alta. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 28 de junho, pelo IBGE, a taxa de desemprego recuou de 6,6% no trimestre encerrado em abril para 6,2% no trimestre terminado em maio, atingindo o menor nível para o período desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.
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O rendimento médio real dos trabalhadores também registrou novo recorde, alcançando R$ 3.457. Com mais gente ocupada e recebendo melhor, a massa de salários em circulação na economia chegou a R$ 354,6 bilhões no trimestre, a maior da série histórica.
De acordo com o IBGE, mais de 1,2 milhão de pessoas foram contratadas entre março e maio, elevando a população ocupada para 103,8 milhões de brasileiros. O crescimento foi puxado principalmente por vagas formais no setor privado e pelo trabalho por conta própria com CNPJ.
William Kratochwill, analista do IBGE, destacou que a taxa de desemprego já está próxima ao piso histórico de 6,1% registrado no fim de 2024. Ele observou ainda que a queda em maio surpreendeu positivamente, superando a expectativa de estabilidade para o período, e apontou a resiliência do mercado mesmo diante da política monetária restritiva do Banco Central.
Na avaliação de Claudia Moreno, economista do C6 Bank, o cenário reflete um mercado aquecido e com renda em alta, o que pode estimular ainda mais a atividade econômica, mas também dificultar o controle da inflação, sobretudo nos serviços.
Em comparação ao mesmo período de 2024, quando a taxa estava em 7,1%, o desemprego recuou significativamente. Ajustada para influências sazonais e considerada na base mensal, a taxa atingiu 5,8% em maio, a mais baixa da série histórica, segundo cálculos do Ipea.
Kratochwill avalia que, mantida a tendência, o país pode caminhar para o chamado pleno emprego, observando também a redução de trabalhadores potenciais e desalentados, além dos desempregados.
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Fonte: O Estado de S. Paulo



