Cerol mata: lei proíbe linhas cortantes e cobra consciência para salvar vidas

A cada ano, vidas são ceifadas em acidentes evitáveis causados por linhas com material cortante, o temido cerol e a chamada linha chilena, usados principalmente em brincadeiras com pipas. A diversão, aparentemente inofensiva, tornou-se uma ameaça real, especialmente para motociclistas e pedestres que trafegam pelas vias do Ceará.

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Em resposta a esse problema, foi sancionada em 12 de junho de 2020 a Lei nº 17.226, de autoria do deputado estadual Delegado Cavalcante e promulgada pelo então governador Camilo Santana. A legislação proíbe expressamente a fabricação, comercialização, uso e armazenamento de qualquer linha com substância cortante, como vidro moído ou pó de alumínio, em todo o território cearense, com foco especial em áreas públicas.

A norma também prevê punições severas, que incluem apreensão do material, sanções civis e penais, além da realização de ações educativas. A primeira semana de junho foi instituída como a Semana Estadual de Prevenção e Combate aos Acidentes com Linhas Cortantes, com foco em campanhas de conscientização nas escolas, ruas e comunidades.

Apesar dos esforços, as tragédias continuam. Somente entre 2023 e 2024, pelo menos três motociclistas perderam a vida após serem atingidos no pescoço por linhas cortantes:

  • Julho de 2023: um homem de 37 anos morreu na BR-116, em Messejana (Fortaleza);
  • Agosto de 2023: outro jovem de 24 anos foi morto na BR-020, em Caucaia, ao buscar a irmã no trabalho;
  • Julho de 2024: mais uma vítima, de 22 anos, faleceu após ser atingida no pescoço, também na BR-116, na capital.

Segundo autoridades de segurança e saúde, educação e vigilância familiar são fundamentais para mudar esse cenário. Pais, professores e líderes comunitários devem reforçar os perigos do cerol, não só como algo ilegal, mas mortal.

“Essa é uma lei de proteção à vida. O cerol não pode continuar sendo tratado como brincadeira”, afirma o deputado Delegado Cavalcante, autor da proposta.

A esperança é que, com legislação rigorosa, fiscalização eficaz e conscientização permanente, o uso de linhas cortantes seja erradicado. Até lá, o alerta permanece: proteger vidas é dever de todos.

 

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