Policial suspeito de matar Vinícius Batista é ligado à morte de Maria Madalena

A Polícia Civil do Ceará (PCCE) investiga se o cabo da Polícia Militar do Ceará (PMCE), Rodrigo Aguiar Braga, preso por suspeita de participação na morte do empresário Vinícius Cunha Batista, de 47 anos, também esteve envolvido no assassinato da servidora pública Maria Madalena Marques Matsunobu, de 64 anos. O crime ocorreu na madrugada do dia 5 de abril, na residência da vítima, no bairro Urucunema, no município do Eusébio, Região Metropolitana de Fortaleza.

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Maria Madalena era funcionária da Secretaria da Cultura do Eusébio e presidente da Associação de Artesãos do município (AARTE). Ela morava sozinha e foi executada com vários tiros enquanto dormia, por volta das 3h da manhã. Na manhã seguinte, familiares estranharam a falta de contato com a idosa e foram até a casa, encontrando o portão arrombado e o corpo da vítima na cama.

De acordo com denúncias anônimas recebidas pela Polícia Civil, Rodrigo Aguiar Braga teria sido contratado para cometer o crime. Um segundo policial militar também é mencionado como possível envolvido. Apesar disso, até o momento, ninguém foi indiciado formalmente pelo assassinato de Maria Madalena.

Imagens de videomonitoramento da Prefeitura de Eusébio ajudaram nas investigações. Três dias antes do crime, testemunhas relataram ter visto pessoas filmando a casa da servidora. A placa de um dos veículos foi anotada e, segundo a polícia, dois carros diferentes usavam a mesma numeração, o que levanta suspeitas sobre a participação de terceiros na preparação do homicídio.

A investigação tramita em sigilo na Delegacia Metropolitana de Eusébio, que trabalha para identificar o mandante e a motivação do crime. Uma das linhas apuradas sugere que o assassinato possa estar relacionado a uma disputa judicial pela guarda dos netos da vítima.

Rodrigo Aguiar Braga está preso desde 9 de maio, após ter a prisão temporária decretada pela Justiça, juntamente com os soldados Rebeca Júlia de Almeida Canuto e Wellington Xavier de Farias. Os três são investigados por envolvimento na morte de Vinícius Batista, ocorrida em 30 de abril no bairro Luciano Cavalcante, em Fortaleza, apenas 25 dias após o homicídio de Maria Madalena.

O Ministério Público do Ceará (MPCE) prorrogou o prazo para conclusão das investigações em 90 dias, a partir de 28 de abril. A defesa dos policiais nega qualquer envolvimento no assassinato da servidora.

Um parente de Maria Madalena, que preferiu não se identificar, expressou indignação ao saber que um agente da segurança pública é suspeito de participação no crime. “Quem deveria proteger ela foi, inacreditavelmente, quem tirou a vida dela”, lamentou.

 

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Fonte: DN

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