Medicamentos terão reajuste de 3,8% em abril, o menor aumento dos últimos anos

A partir de abril, os preços dos medicamentos terão um reajuste de até 3,8%, conforme definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed). Esse percentual representa o menor aumento dos últimos anos, ficando abaixo dos reajustes de 2021 e 2022, que ultrapassaram os 10%.

>>>CLICK AQUI PARA SEGUIR O CANAL FOLHA DO VALE NO WHATSAPP<<<

O diretor do Sindicato do Comércio Varejista dos Produtos Farmacêuticos do Ceará (Sincofarma), Maurício Filizola, explica que o reajuste é definido entre o governo e a indústria farmacêutica, e as farmácias apenas repassam o novo valor ao consumidor. O aumento não ocorre de forma automática e deve ser aplicado gradualmente ao longo de abril.

Os preços máximos autorizados variam conforme a concorrência entre os medicamentos, sendo divididos em três categorias. Ainda assim, os consumidores poderão encontrar preços antigos por cerca de dez dias após a entrada em vigor do novo teto.

Apesar do reajuste ser inferior à inflação, o impacto para consumidores de baixa renda, especialmente aposentados, pode ser significativo, segundo o economista Ricardo Coimbra. Ele destaca que muitas pessoas precisarão reestruturar o orçamento para continuar adquirindo medicamentos essenciais.

A regulação dos preços ocorre anualmente desde 2003, sempre no final de março, e leva em consideração fatores como inflação, produtividade da indústria e variações de custo não capturadas pelo índice oficial. Em 2024, o fator de produtividade (X) foi de 2,46%, enquanto o fator de custo adicional (Y) ficou em 0%.

 

Nos últimos anos, os reajustes seguiram a seguinte tendência:
  • 2024: 4,50%
  • 2023: 5,6%
  • 2022: 10,89%
  • 2021: 10,08%
  • 2020: 5,21%
  • 2019: 4,33%

Embora o reajuste deste ano seja mais brando, os consumidores devem ficar atentos às mudanças de preços nas farmácias e buscar alternativas, como medicamentos genéricos, para minimizar o impacto no orçamento.

 

SIGA-NOS NO INSTRAGRAM E FIQUE POR DENTRO DAS ÚLTIMAS NOTICIAS

 

 

Fonte: DN

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *