Especialista em neuro-oftalmologia alerta para os riscos do excesso de telas

O uso excessivo de telas de computadores e celulares tem gerado sérios problemas de saúde, especialmente entre crianças e adolescentes. Luiz Aldir da Silva, especialista em neurologia, neurociências e mestrando em neuro-oftalmologia, destaca que as telas exercem forte atração sobre o público infantil, acostumado a passar horas diante desses dispositivos.

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Segundo Luiz Aldir, o uso exagerado de telas estimula a produção de dopamina no cérebro, substância que provoca uma sensação de prazer semelhante à causada por drogas, podendo levar ao vício. Esse comportamento tem efeitos nocivos não apenas para a saúde mental, como ansiedade e depressão, mas também para o sono e a saúde ocular, com riscos de comprometimento da retina. Em casos extremos, o especialista alerta que o excesso de telas pode até aumentar a tendência ao autoextermínio.

O neurocientista ressalta que é essencial estabelecer limites para o uso de telas desde cedo. Ele orienta que crianças de até 7 anos não devem ter acesso a telas. Entre 7 e 8 anos, o tempo deve ser limitado a no máximo duas horas diárias. Já para crianças a partir de 12 anos, o uso de telas precisa ser monitorado e controlado pelos pais.

Luiz Aldir enfatiza que os pais devem ser um modelo de comportamento para os filhos, ajustando seus próprios hábitos em relação ao uso de telas. “A mudança de comportamento dos pais é essencial para que as crianças desenvolvam um uso mais saudável e equilibrado das telas“, conclui o especialista.

Dessa forma, reduzir o tempo de tela e incentivar atividades físicas, brincadeiras ao ar livre e interações sociais são atitudes essenciais para garantir um desenvolvimento equilibrado e saudável.

 

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Por Nilo Leite

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