Castanhão opera com 27,4% da capacidade; açudes no Vale do Jaguaribe preocupam
O mais recente boletim da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), divulgado nesta quinta-feira, 20 de fevereiro, revela um cenário preocupante para o armazenamento de água no Ceará, especialmente no Vale do Jaguaribe. Embora sete açudes tenham atingido sua capacidade máxima e estejam sangrando, e outros 12 operem com mais de 90% do volume total, grandes reservatórios da região seguem com níveis críticos.
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O Castanhão, o maior açude do estado, localizado em Alto Santo, está com apenas 27,44% de sua capacidade, um leve aumento em relação aos 27,47% registrados no início da quadra chuvosa. Já o Orós, outro importante reservatório do Vale, encontra-se com 59,12% de sua capacidade, enquanto o Figueiredo, também em Alto Santo, opera com 27,94%.
A desigualdade na distribuição das chuvas impacta diretamente o abastecimento hídrico da região. Enquanto açudes menores, como o Arrebita e o Forquilha, em Forquilha, e o Jenipapo, em Meruoca, estão cheios, a situação é alarmante em reservatórios estratégicos. O Flor do Campo, em Novo Oriente, apresenta apenas 6,24% de seu volume máximo, e o Barra Velha, em Independência, está praticamente seco, com 0,87% da capacidade.

A baixa reserva hídrica do Médio Jaguaribe pode comprometer o abastecimento de várias cidades e impactar setores como a agricultura e a indústria. Com a irregularidade das chuvas, especialistas alertam para a necessidade de uma gestão eficiente dos recursos hídricos, evitando desperdícios e planejando ações para minimizar os impactos da seca nos próximos meses.
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Fonte: Cogerh

