Crime organizado movimenta R$ 146,8 bilhões com produtos lícitos no Brasil
O crime organizado no Brasil movimenta cifras alarmantes por meio da comercialização de produtos lícitos. Segundo um estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), essas organizações faturam anualmente cerca de R$ 146,8 bilhões em mercados como combustíveis, bebidas, ouro e tabaco. Esse valor representa 42,1% do total arrecadado pelo crime organizado, superando inclusive o tráfico de drogas.
O estudo, denominado “Follow the products – rastreamento de produtos e enfrentamento ao crime organizado no Brasil“, analisou diversas bases de dados, incluindo operações da Polícia Federal, relatórios acadêmicos e informações do setor privado. O objetivo foi mapear a infiltração criminosa nesses mercados e propor medidas de enfrentamento.
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O crime organizado na economia formal
A pesquisa revela que produtos controlados pelo crime representam 14,7% dos mercados de combustíveis, bebidas, ouro e tabaco. A principal forma de atuação inclui práticas como contrabando, descaminho, falsificação, adulteração, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.
Dentre os setores analisados, o de combustíveis e lubrificantes se destaca como o mais rentável para essas organizações, gerando R$ 61,4 bilhões por ano. O estudo aponta que a quantidade de combustível ilegal comercializada em 2022 seria suficiente para abastecer toda a frota de veículos do país por três semanas. As fraudes nesse mercado incluem adulteração de combustíveis, roubo de cargas, desvio por dutos, bombas fraudadas e evasão fiscal.
Já o setor de bebidas movimenta R$ 56,9 bilhões ilegalmente, seguido pelo mercado de ouro, com R$ 18,2 bilhões, e pelo tabaco, que soma R$ 10,3 bilhões. A sonegação de impostos nesses três segmentos é estimada em R$ 38,6 bilhões anuais.
Medidas para conter a expansão do crime
O estudo sugere diversas medidas para coibir a atuação do crime organizado nesses mercados. Entre elas estão o aprimoramento da troca de informações entre órgãos públicos, cooperação internacional, harmonização das legislações, expansão da inteligência financeira, rastreamento de produtos e engajamento social para combater essas práticas.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública tem investido em operações para enfraquecer financeiramente o crime organizado, especialmente no setor de combustíveis. Um grupo de trabalho foi criado para fomentar ações conjuntas entre as forças federais e estaduais. Além disso, o governo federal tem implementado iniciativas como o plano Amazônia: Segurança e Soberania (Amas) e os Centros Integrados de Segurança Pública e Proteção Ambiental (Cispas), visando reforçar o controle sobre as fronteiras e combater o contrabando.

Crime organizado movimenta R$ 146,8 bilhões com produtos lícitos no Brasil
O crime organizado no Brasil movimenta cifras alarmantes por meio da comercialização de produtos lícitos. Segundo um estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), essas organizações faturam anualmente cerca de R$ 146,8 bilhões em mercados como combustíveis, bebidas, ouro e tabaco. Esse valor representa 42,1% do total arrecadado pelo crime organizado, superando inclusive o tráfico de drogas.
O estudo, denominado “Follow the products – rastreamento de produtos e enfrentamento ao crime organizado no Brasil“, analisou diversas bases de dados, incluindo operações da Polícia Federal, relatórios acadêmicos e informações do setor privado. O objetivo foi mapear a infiltração criminosa nesses mercados e propor medidas de enfrentamento.
O crime organizado na economia formal
A pesquisa revela que produtos controlados pelo crime representam 14,7% dos mercados de combustíveis, bebidas, ouro e tabaco. A principal forma de atuação inclui práticas como contrabando, descaminho, falsificação, adulteração, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.
Dentre os setores analisados, o de combustíveis e lubrificantes se destaca como o mais rentável para essas organizações, gerando R$ 61,4 bilhões por ano. O estudo aponta que a quantidade de combustível ilegal comercializada em 2022 seria suficiente para abastecer toda a frota de veículos do país por três semanas. As fraudes nesse mercado incluem adulteração de combustíveis, roubo de cargas, desvio por dutos, bombas fraudadas e evasão fiscal.
Já o setor de bebidas movimenta R$ 56,9 bilhões ilegalmente, seguido pelo mercado de ouro, com R$ 18,2 bilhões, e pelo tabaco, que soma R$ 10,3 bilhões. A sonegação de impostos nesses três segmentos é estimada em R$ 38,6 bilhões anuais.
Medidas para conter a expansão do crime
O estudo sugere diversas medidas para coibir a atuação do crime organizado nesses mercados. Entre elas estão o aprimoramento da troca de informações entre órgãos públicos, cooperação internacional, harmonização das legislações, expansão da inteligência financeira, rastreamento de produtos e engajamento social para combater essas práticas.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública tem investido em operações para enfraquecer financeiramente o crime organizado, especialmente no setor de combustíveis. Um grupo de trabalho foi criado para fomentar ações conjuntas entre as forças federais e estaduais. Além disso, o governo federal tem implementado iniciativas como o plano Amazônia: Segurança e Soberania (Amas) e os Centros Integrados de Segurança Pública e Proteção Ambiental (Cispas), visando reforçar o controle sobre as fronteiras e combater o contrabando.
Entretanto, os pesquisadores do FBSP alertam que ainda há baixa rastreabilidade desses produtos, dificultando o combate ao crime organizado. Eles destacam a necessidade de investimentos em fiscalização e transparência para reduzir os impactos econômicos e sociais dessas atividades ilícitas.
O levantamento do FBSP traz uma visão ampliada da atuação do crime organizado no Brasil, mostrando que suas ações vão além do tráfico de drogas e armas, infiltrando-se na economia formal e prejudicando a arrecadação tributária do país. O desafio do poder público é adotar medidas eficazes para rastrear e conter essas atividades, evitando que continuem a comprometer setores estratégicos da economia nacional.
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Fonte: Metrópoles





