A dupla de emboladores Vem-Vem e Beija-Flor ultrapassa quatro décadas de história
Para o poeta Beija-Flor, tornar-se um bom profissional exige, além de dedicação, o dom natural para o ofício. Ele acredita que esse dom foi herdado de sua família, que já possuía uma tradição poética, principalmente de seu avô, o poeta Raimundo Batista Jacob de Freitas. Esse legado foi passado para vários membros da família, que se dedicaram tanto à embolada de coco quanto aos movimentos culturais do Bumba Meu Boi.
>>>CLICK AQUI PARA SEGUIR O CANAL FOLHA DO VALE NO WHATSAPP<<<

Beija-Flor conta que, desde criança, já improvisava versos. Certo dia, o poeta Vem-Vem, ainda jovem, foi até sua casa para avisá-lo que um artista de teatro de fantoches, que atuava na cidade, havia se interessado por sua cantoria e queria conhecê-lo.
A partir desse encontro, Vem-Vem e Beija-Flor começaram a se apresentar na feira livre de Russas, marcando o início da dupla. Logo, suas apresentações se expandiram para outras praças e programas de rádio, até alcançarem a televisão cearense, onde conquistaram três certificados de Melhor Dupla de Emboladores do Estado do Ceará.

Ao longo dos 42 anos de estrada, a dupla já participou de mais de 100 festivais de emboladores e violeiros em diversos estados do Brasil. Em 1992, realizaram uma apresentação na residência oficial do então presidente do Brasil, Fernando Collor de Mello, e participaram de outros dois projetos culturais promovidos pelo governo federal, ambos em Brasília.
Beija-Flor expressa sua gratidão, primeiramente a Deus, pelo dom e pela inspiração que recebe diariamente para continuar exercendo sua arte, e também ao parceiro Vem-Vem, pelo compromisso e companheirismo ao longo dessas mais de quatro décadas de história.
SIGA-NOS NO INSTRAGRAM E FIQUE POR DENTRO DAS ÚLTIMAS NOTICIAS

Por: Nilo Leite
