ASA abre ciclo de capacitações em Construção de Diagnósticos de Agroecossistemas no Ceará

A Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) deu início, nesta terça-feira, 23 de janeiro, ao ciclo de capacitações em Construção de Diagnósticos de Agroecossistema. As formações são destinadas ao corpo técnico das organizações sociais – Unidades Gestoras (UGs) – responsáveis pela execução do Programa Uma Terra Duas Águas (P1+2) financiado pelo Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome (MDS).

O cronograma de atividades começou pelo Ceará com encontros nos municípios sedes da Organização Barreira Amigos Solidários (Obas), em Limoeiro do Norte, e da Associação Cristã de Base (ACB), no Crato. Até sexta-feira, 26, serão capacitados quase 70 pessoas de 12 UGs do estado anfitrião e de Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.

A Capacitação em Construção de Diagnósticos de Agroecossistema tem o objetivo de preparar técnicos, técnicas, comunicadores e comunicadoras das UGs a aplicarem o método de análise de agroecossistema junto às famílias. Esse instrumento vai permitir gerar dados e informações para a construção do projeto produtivo mais adequado às necessidades dos/as contemplados/as pelo P1+2. A iniciativa também ajuda a equipe das organizações a entender como é feita a gestão para o funcionamento do agroecossistema.

O projeto produtivo tem esse instrumental que a gente utiliza de análise do sistema, junto com as famílias, para elas entenderem e também a equipe técnica, a lógica familiar e onde pode aplicar o recurso do fomento no que mais precisa. Exemplo: se a família já tem um galinheiro incipiente, a gente pode investir mais nele para aumentar a produção tanto de alimento quanto para comercialização, mas isso varia, porque pode ser que tenha o galinheiro e uma horta e a gente consegue integrar. Melhorar um pouco a produção da horta, esse resto da horta vai virar alimento da galinha e o esterco da galinha vai virar insumo para a horta”, explica Cláudio Ribeiro, assessor técnico do P1+2.

A proposta do programa, destaca Ribeiro, é fomentar atividades mais voltadas e conduzidas pelas mulheres, contribuindo com a geração de renda delas e a segurança alimentar e nutricional da família. O fomento por núcleo familiar é de R$ 4.600 e serão atendidas aquelas que se encaixam no perfil de pobreza e extrema pobreza.

De acordo com a coordenação do P1+2, o diagnóstico é construído a partir do método Lume e leva em consideração cinco etapas, são elas: Composição da família, Trajetória do agroecossistema, Estrutura e funcionamento do agroecossistema, Infraestrutura Hídrica e Análise Síntese do Agroecossistema.

 

Programação

Para cumprir esta etapa de implementação do P1+2 e atender ao componente de Produção Agroecológica, a ASA preparou uma programação com mesa-redonda, debates, visitas de campo e trabalhos em grupo.

Outros dois encontros de capacitação em Construção de Diagnósticos de Agroecossistema já estão agendados. Do próximo dia 29 de janeiro ao dia 2 de fevereiro, a formação acontece no Centro Regional de Assessoria e Capacitação, no município de Pedro II (PI). Além de representantes das organizações locais, são esperados técnicos, técnicas, comunicadores e comunicadoras de seis instituições do Ceará e do Maranhão.

Em fevereiro, de 19 a 23, será realizada a última capacitação deste ciclo. O encontro reunirá membros de oito organizações da Bahia, do Piauí e de Minas Gerais, na sede do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa), em Juazeiro (BA).

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