Vale do Jaguaribe tem cinco entre os 10 maiores produtores de camarão do Brasil

O Vale do Jaguaribe se destaca na carcinicultura brasileira, com cinco municípios entre os principais produtores de camarão do país. Aracati, Jaguaruana, Russas, São João do Jaguaribe e Limoeiro do Norte aparecem entre os dez primeiros colocados no levantamento de 2025 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que confirma a liderança do Ceará no setor.

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Os dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada pelo IBGE, mostram que Aracati ocupa o primeiro lugar nacional, com 21,34 mil toneladas produzidas em 2025. O volume representa crescimento de 18,8% em relação ao ano anterior. Jaguaruana aparece na segunda posição, com 12,04 mil toneladas, apesar de uma redução de 7,7% na produção.

Juntos, os dois municípios produziram aproximadamente 33,4 mil toneladas, volume equivalente a cerca de 19,4% de todo o camarão cultivado no Brasil, cuja produção alcançou 172,3 mil toneladas no período.

O desempenho regional também aparece nos números de outros municípios. Russas ocupa a quarta posição nacional, com 7,13 mil toneladas. São João do Jaguaribe está em sexto lugar, com 6 mil toneladas, enquanto Limoeiro do Norte aparece na sétima colocação, com 5,8 mil toneladas. Acaraú completa a participação cearense entre os dez primeiros, na oitava posição, com 5,77 mil toneladas.

 

Ceará responde por mais da metade da produção nacional

Em escala estadual, o Ceará manteve a liderança brasileira na produção de camarão. Segundo o IBGE, o estado produziu 91,8 mil toneladas em 2025, alta de 11% em comparação com as 82,7 mil toneladas registradas em 2024. O resultado corresponde a 53,3% da produção nacional.

Apesar do crescimento, a participação cearense no total brasileiro caiu em relação ao ano anterior, quando representava 56,7%. Um dos fatores é o avanço da Paraíba, cuja produção aumentou 127% no período, passando de 8,8 mil para 20,1 mil toneladas.

O Rio Grande do Norte ocupa a segunda posição entre os estados produtores, com 37,9 mil toneladas, seguido pela Paraíba. O levantamento também aponta forte concentração da atividade no Nordeste, responsável por 171,9 mil toneladas, o equivalente a 99,7% da produção brasileira.

 

Condições naturais e tecnologia impulsionam a atividade

A expansão da carcinicultura cearense está relacionada a fatores naturais e ao desenvolvimento tecnológico da atividade. De acordo com Thaís Costa, zootecnista e coordenadora técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural no Ceará (Senar/CE), as condições climáticas, as características do solo, a disponibilidade de áreas e o acesso a diferentes fontes de água favorecem a criação de camarão tanto no litoral quanto no interior.

A especialista destaca ainda a adaptação do camarão-branco-do-pacífico às condições do estado e os avanços tecnológicos empregados na produção.

A concentração de fazendas de criação no Litoral Leste e no Vale do Jaguaribe contribui para a formação de polos produtivos e para o desenvolvimento de atividades ligadas ao setor. Essa cadeia envolve fornecedores de insumos, assistência técnica, transporte, beneficiamento e comercialização, ampliando os efeitos econômicos para além das propriedades produtoras.

Com cinco municípios entre os dez maiores produtores nacionais, o Vale do Jaguaribe ocupa posição de destaque em uma atividade que mantém o Ceará na liderança brasileira e movimenta diferentes segmentos da economia regional.

 

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Fonte: DN

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