Câncer de bexiga: falta de informação preocupa população com maior risco

O câncer de bexiga representa um importante desafio para a saúde pública no Brasil, com estimativa de mais de 13 mil novos diagnósticos por ano. Apesar da incidência significativa, o desconhecimento sobre a doença ainda é elevado, especialmente entre pessoas com 60 anos ou mais, grupo mais vulnerável ao problema.

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Uma pesquisa encomendada pela Pfizer e pelo Instituto Oncoguia, realizada pela Ipsos-Ipec com 1.400 internautas das classes ABC, revelou que 81% dos entrevistados com 60 anos ou mais desconhecem o câncer de bexiga ou têm apenas informações superficiais sobre a doença.

O levantamento também apontou dificuldades no reconhecimento dos principais sinais de alerta. Entre os homens, 57% relacionaram a presença de sangue na urina ao câncer de bexiga. Já entre os participantes de 25 a 34 anos, esse percentual chegou a 70%, enquanto caiu para 55% entre pessoas com 60 anos ou mais.

A presença de sangue na urina, conhecida como hematúria, é considerada o principal sinal da doença e pode ocorrer mesmo sem provocar dor. O sintoma está presente em grande parte dos casos diagnosticados e deve ser investigado por um profissional de saúde.

Além disso, ardência ou dor ao urinar, aumento da frequência urinária, urgência para ir ao banheiro e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga também podem exigir atenção médica. Em estágios mais avançados, podem surgir dores na região inferior do abdômen ou na lombar.

 

Tabagismo lidera os fatores de risco

O cigarro é apontado como o principal fator associado ao desenvolvimento do câncer de bexiga, estando relacionado a cerca da metade dos casos. Mesmo assim, apenas 37% dos participantes da pesquisa reconheceram o tabagismo como um fator de risco.

As substâncias tóxicas presentes na fumaça do cigarro passam pelo organismo, são filtradas pelos rins e eliminadas pela urina, permanecendo em contato com a parede da bexiga. Esse processo pode favorecer alterações celulares e aumentar significativamente o risco da doença entre fumantes.

Outros fatores também podem contribuir para o desenvolvimento do câncer de bexiga, como histórico familiar, infecções urinárias crônicas, exposição profissional a determinadas substâncias químicas, idade acima dos 50 anos e o sexo masculino.

 

Informação pode contribuir para o diagnóstico precoce

Embora 88% dos entrevistados reconheçam a importância do diagnóstico precoce para aumentar as chances de sucesso no tratamento, o levantamento mostrou que ainda há pouca informação sobre os sintomas e fatores que podem levar à doença.

Entre os principais obstáculos apontados pelos participantes estão o diagnóstico tardio, a demora para o início do tratamento e a falta de conhecimento sobre os sinais de alerta.

Especialistas reforçam que qualquer episódio de sangue na urina, mesmo isolado e sem dor, deve motivar a procura por atendimento médico. Exames como análise de urina, ultrassonografia, tomografia e cistoscopia podem ser utilizados na investigação da causa.

A ampliação do acesso à informação e aos serviços de diagnóstico é considerada fundamental para que a doença seja identificada nas fases iniciais, aumentando as possibilidades de tratamento e melhores resultados para os pacientes.

 

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Fonte: Saúde em dia

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