Seu Agapito relembra história do bairro Populares de Limoeiro, fundado há 57 anos

Com 57 anos de fundação, o bairro Populares é um dos mais antigos conjuntos habitacionais de Limoeiro do Norte e guarda parte importante da história do crescimento urbano do município. A construção das primeiras casas teve início em 1968, durante a gestão do então prefeito José Simões dos Santos, e foi concluída em 1969.

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A história do bairro se confunde com a trajetória do comerciante aposentado Agapito Batman Gadelha, de 99 anos e quatro meses, que acompanhou de perto a transformação da área e se tornou o primeiro comerciante a instalar um estabelecimento no local.

Natural de Aquiraz, onde trabalhava como pequeno comerciante, seu Agapito chegou a Limoeiro do Norte em 1962. Segundo ele, naquela época, a cidade tinha apenas quatro ruas. Foi no município que decidiu fixar residência e, aos poucos, passou a conhecer e conviver com os moradores da região.

Antes da construção das casas, a área onde hoje está localizado o bairro Populares era ocupada por um campo de aviação. Seu Agapito conta que a pista começava nas proximidades de onde atualmente funciona o Tiro de Guerra e se estendia até a área onde está o estádio Bandeirão.

A mudança na paisagem começou quando o então prefeito José Simões dos Santos conseguiu recursos junto ao Governo do Estado para a construção de 180 casas populares. A informação chegou a Agapito por meio de um morador conhecido como João Pé de Serra, que certa vez foi até sua residência e contou que seria necessário um comerciante para fornecer alimentos aos trabalhadores responsáveis pela obra.

João Pé de Serra indicou Agapito para a função. A proposta foi aceita e ele passou a fornecer alimentos aos trabalhadores da empresa responsável pela construção das casas. Dessa forma, tornou-se o primeiro comerciante a instalar um comércio no novo bairro.

Seu Agapito lembra que, cerca de seis meses depois, outro comerciante, conhecido como Seu Tônico, também montou uma pequena mercearia na comunidade. A chegada dos novos moradores foi acontecendo gradualmente, entre eles Zé Peixoto e Francisco Porcidônio Guimarães (Seu Cazuza).

Além das lembranças sobre os primeiros moradores e comerciantes, Agapito guarda na memória a transformação do local. As casas foram construídas seguindo um padrão arquitetônico e entregues após a conclusão das obras, em 1969.

Mais de cinco décadas depois, aos 99 anos, Agapito Batman Gadelha continua ligado à história do bairro onde construiu sua vida e criou sua família. Para ele, a decisão de escolher as Populares como lugar para morar foi uma das escolhas mais importantes de sua trajetória.

A memória de Agapito representa também o registro vivo de um período de expansão de Limoeiro do Norte, quando a construção das primeiras casas populares contribuiu para ampliar a ocupação urbana e formar uma comunidade que permanece como parte importante da história do município.

 

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Por Nilo Leite

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