Pré-natal precoce protege mãe e bebê e ajuda a reduzir riscos na gestação
O cuidado com a saúde da mulher durante a gravidez começa antes mesmo do nascimento do bebê. Por isso, iniciar o pré-natal logo nas primeiras semanas é uma das principais medidas para acompanhar a evolução da gestação, identificar possíveis alterações e orientar a futura mãe sobre os cuidados necessários ao longo desse período.
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A recomendação do Ministério da Saúde é que o pré-natal seja iniciado, preferencialmente, até a 12ª semana de gestação. Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o acompanhamento é gratuito e realizado principalmente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), com consultas, exames, vacinação, orientações e avaliação da saúde bucal.
Durante as consultas, os profissionais acompanham a pressão arterial, o peso e o desenvolvimento da gestação, além de solicitarem exames para verificar possíveis alterações. O acompanhamento também permite identificar precocemente problemas como hipertensão, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e infecções urinárias.
A gestante deve realizar, no mínimo, sete consultas de pré-natal, alternadas entre profissionais de medicina e enfermagem, além de pelo menos uma avaliação odontológica. A frequência aumenta conforme a gravidez avança: os atendimentos são mensais até a 28ª semana, quinzenais entre a 28ª e a 36ª e semanais a partir da 36ª semana.
A Caderneta Brasileira da Gestante é outro instrumento importante nesse processo. O documento reúne informações sobre consultas, exames, vacinas, pressão arterial, saúde bucal, parto e pós-parto. A orientação é mantê-lo atualizado e levá-lo aos atendimentos de saúde, inclusive durante o parto e o puerpério.
O acompanhamento também inclui orientações sobre alimentação, uso de ferro, vitaminas e medicamentos quando necessários, além de informações sobre amamentação, parto, planejamento reprodutivo e a maternidade de referência. Situações como doenças anteriores, complicações em outras gestações ou gravidez múltipla podem exigir acompanhamento especializado.
A atenção não termina com o nascimento. O acompanhamento deve continuar durante o puerpério, período de recuperação após o parto. São recomendadas pelo menos duas consultas para a mulher nesse período: uma na primeira semana após a saída da maternidade e outra por volta de 30 dias depois do parto.
A gestante também precisa estar atenta a sinais que exigem atendimento imediato, como sangramento vaginal, dor abdominal intensa ou persistente, pressão arterial acima de 140 por 90 mmHg, febre, dor de cabeça forte, alterações na visão, falta de ar, dor no peito, convulsões ou desmaio. A redução ou ausência dos movimentos do bebê também deve ser comunicada imediatamente ao serviço de saúde.
As orientações ganham destaque durante a Semana Nacional de Conscientização sobre os Cuidados com as Gestantes e as Mães, realizada de 9 a 15 de agosto. A mobilização reforça a importância da assistência durante a gestação, o parto e o período posterior ao nascimento, especialmente nos primeiros mil dias de vida da criança.
Além dos cuidados de saúde, as gestantes também possuem direitos trabalhistas. Trabalhadoras com vínculo formal, incluindo empregadas domésticas, têm direito a 120 dias de licença-maternidade, sem perda do emprego ou do salário. A legislação garante ainda proteção contra dispensa arbitrária ou sem justa causa desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto, conforme as regras previstas na legislação.
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Fonte: Ministério da Saúde


