Petrobras reajusta gasolina nas refinarias, mas impacto ao consumidor será baixo

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira, 28 de maio, um reajuste nos preços da gasolina A vendida às distribuidoras. O valor do litro passará de R$ 2,57 para R$ 2,61, alta de 1,5%. Apesar do aumento, a estatal informou que o impacto para o consumidor final deverá ser limitado a até R$ 0,03 por litro nos postos.

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Segundo a companhia, o reajuste bruto de R$ 0,48 por litro será parcialmente compensado por um desconto de R$ 0,44 concedido dentro da política de subsídio adotada pelo governo federal. Com isso, o aumento efetivo para as distribuidoras será de R$ 0,04 por litro.

A gasolina A corresponde ao combustível puro comercializado pelas refinarias antes da mistura obrigatória com etanol anidro. Após a composição de 70% de gasolina e 30% de etanol, o produto vendido ao consumidor passa a ser a gasolina C.

De acordo com a Petrobras, sua participação no preço final da gasolina nas bombas passará de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro. A empresa ressaltou ainda que o valor atual permanece abaixo do registrado no fim de 2022.

O desconto concedido pela estatal está ligado ao decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última segunda-feira, 25, que prevê um subsídio temporário de R$ 0,44 por litro de gasolina durante dois meses. A medida busca reduzir os impactos da alta internacional do petróleo sobre os preços internos dos combustíveis.

O benefício será pago pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) diretamente a produtores e importadores.

A pressão sobre os preços do petróleo aumentou nos últimos meses em razão da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O conflito afetou o tráfego de navios no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial da commodity.

A escalada da tensão no Oriente Médio provocou forte alta no preço do petróleo no mercado internacional, pressionando os custos dos combustíveis. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o barril do Brent saltou de US$ 72,48 para US$ 94,29 no fechamento da última quarta-feira, 27, avanço de aproximadamente 30%. O cenário é agravado pelas restrições no Estreito de Ormuz, rota estratégica responsável por mais de 20% do transporte global de petróleo.

Desde o início da crise no Oriente Médio, o barril do petróleo Brent acumulou forte valorização no mercado internacional, refletindo diretamente nos custos dos combustíveis. Desde 28 de fevereiro, quando teve início a guerra, a cotação da commodity passou de US$ 72,48 para US$ 94,29 por barril no fechamento da última quarta-feira (27), acumulando alta de cerca de 30%. O aumento é atribuído, principalmente, às restrições no tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz, região estratégica por onde circula mais de 20% do petróleo comercializado no mundo.

 

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