Alzheimer pode dar sinais 20 anos antes e ainda é diagnosticado tarde no Brasil
O Alzheimer continua sendo a principal causa de demência em todo o mundo e afeta mais de 1 milhão de brasileiros. Mesmo com avanços da medicina capazes de identificar alterações cerebrais décadas antes dos sintomas, o diagnóstico da doença ainda costuma acontecer tardiamente no país.
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Pesquisas apontam que mudanças biológicas relacionadas ao Alzheimer podem surgir até 20 anos antes das primeiras falhas de memória perceptíveis. Esse período é conhecido como fase pré-clínica, quando o cérebro já apresenta alterações, embora o paciente ainda mantenha a rotina sem sinais claros da doença.
Especialistas alertam que muitos indícios acabam ignorados por familiares e até confundidos com consequências naturais do envelhecimento. Pequenos esquecimentos frequentes, dificuldade para organizar tarefas simples e alterações de comportamento podem indicar a necessidade de avaliação médica.
Segundo o neurologista Diogo Haddad, o esquecimento recorrente não deve ser tratado como algo comum da idade. Ele destaca que a identificação precoce depende de uma investigação estruturada, aliada ao uso de biomarcadores capazes de detectar a doença em estágios iniciais.
A progressão do Alzheimer costuma ocorrer em três etapas. A primeira é silenciosa, marcada apenas por alterações cerebrais. Em seguida, surgem problemas de memória recente e mudanças de comportamento. Já nos estágios moderado e avançado, o paciente perde gradualmente a autonomia e passa a depender de cuidados constantes.
Os avanços tecnológicos também ampliaram as possibilidades de diagnóstico, principalmente em pessoas com sintomas antes dos 60 anos. De acordo com o geneticista Roberto Giugliani, alguns casos têm origem hereditária, tornando a análise genética uma ferramenta importante para investigação.
Atualmente, exames como o Painel NGS para Alzheimer já estão disponíveis no Brasil e permitem identificar mutações ligadas à predisposição genética da doença. O procedimento pode ser realizado por meio de coleta simples de sangue ou saliva.
Médicos reforçam que o Alzheimer não faz parte do envelhecimento natural. Reconhecer os primeiros sinais e procurar ajuda especializada rapidamente pode garantir intervenções mais eficazes, além de oferecer mais preparo e qualidade de vida para pacientes e familiares.
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Fonte: Saúde em dia


