Açude Orós atinge 100% e volta a sangrar, renovando esperança no Ceará

O Açude Orós, localizado na Bacia do Alto Jaguaribe, voltou a sangrar na manhã desta quarta-feira, 15 de abril, após atingir 100% da capacidade. O fenômeno foi registrado por volta das 8h30 e marcou mais um momento de celebração para a população local, diante da importância do reservatório para o abastecimento hídrico do Ceará.

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Considerado o segundo maior reservatório do Estado, o Orós tem capacidade para armazenar cerca de 1,9 bilhão de metros cúbicos de água. O volume acumulado ao longo de 2025, aliado às chuvas registradas em 2026, possibilitou que o açude atingisse novamente o nível máximo. Apesar da sangria ainda ocorrer em baixa intensidade, a expectativa é de aumento gradual do volume vertido nos próximos dias.

A Prefeitura de Orós instalou uma câmera para acompanhar o fenômeno em tempo real, reforçando a expectativa da população e de visitantes. A sangria também representa impacto positivo no abastecimento hídrico de diversas regiões, incluindo, neste ano, a Região Metropolitana de Fortaleza.

O reservatório possui múltiplas funções, como a perenização do Rio Jaguaribe, irrigação de áreas agrícolas no Médio e Baixo Jaguaribe e incentivo à piscicultura. Desde o fim de fevereiro, conforme deliberação dos Comitês de Bacia dos Vales do Jaguaribe e Banabuiú, a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos realiza a transferência de água do Orós e do Açude Castanhão para o sistema integrado que atende Fortaleza e municípios da Região Metropolitana.

O monitoramento do volume é feito pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas e pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos. A medição diária também é acompanhada por meio de uma régua instalada às margens do reservatório, com leitura repassada à gestão municipal para planejamento das ações.

Com a sangria, o município também prepara uma operação especial para receber visitantes, principalmente nos fins de semana, com reforço na segurança, controle de trânsito, salva-vidas e fiscalização nas áreas aquáticas. A expectativa é de que o fenômeno também impulsione o turismo local, movimentando comércio, pousadas e restaurantes, além da realização de programações culturais.

No histórico recente, o Açude Orós havia sangrado pela última vez em 2011 e enfrentou forte redução de volume durante o período de seca entre 2012 e 2018, chegando a apenas 4,73% em 2020. Após anos de recuperação, o reservatório voltou a sangrar em 2025 e repete o cenário positivo em 2026, reforçando a esperança para o abastecimento hídrico no Ceará.

 

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