Injeção com sangue do paciente pode aliviar dor nas articulações, apontam estudos

A aplicação do próprio sangue do paciente para aliviar dores nas articulações tem ganhado espaço na medicina, especialmente na ortopedia. O método, conhecido como plasma rico em plaquetas (PRP), utiliza concentrados sanguíneos obtidos a partir do processamento do sangue do próprio paciente e tem sido estudado como alternativa para controle da dor e melhora da função articular.

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O procedimento, porém, deve ser indicado com base em avaliação individualizada e nas evidências científicas disponíveis. Especialistas destacam que o PRP não é considerado um medicamento tradicional e, por isso, segue regras específicas de uso.

Do ponto de vista regulatório, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária estabelece normas de segurança para a coleta, o preparo e o manuseio do material biológico, mas não aprova indicações clínicas específicas para o uso do PRP. Já na prática médica, a autorização e orientação ficam sob responsabilidade do Conselho Federal de Medicina, que atualmente revisa a normativa de 2025 que classificava o procedimento como experimental.

Estudos clínicos apontam que, em pacientes selecionados, especialmente em fases iniciais da artrose do joelho, o PRP pode apresentar resultados semelhantes ou até superiores aos do ácido hialurônico no alívio da dor e na melhora da função articular. Isso ocorre porque o tratamento atua modulando a atividade inflamatória da articulação, o que pode reduzir a dor e favorecer a mobilidade.

Em relação à segurança, o PRP é considerado um procedimento de baixo risco por utilizar o sangue do próprio paciente, reduzindo as chances de rejeição ou reações alérgicas. Ainda assim, especialistas alertam que o cuidado com a coleta, o preparo e a aplicação é fundamental para garantir bons resultados.

Embora os resultados sejam promissores, especialistas ressaltam que o PRP não é indicado para todos os casos. A eficácia varia conforme o estágio da doença, as condições do paciente e a técnica utilizada, reforçando a importância da avaliação médica individualizada antes da realização do procedimento.

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Por Nilo Leite (Fonte: CNN)

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