Ceará reduz homicídios em 2025, mas RMF contraria tendência e registra alta

O Ceará terminou 2025 com queda no número de homicídios após o avanço registrado no ano anterior. Levantamento da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social mostra que o estado contabilizou 3.021 mortes violentas ao longo do ano, frente a 3.272 em 2024, o que representa 251 casos a menos e uma redução de 7,7%.

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O resultado interrompe o aumento observado em 2024 e retoma a tendência de queda ou estabilidade que havia marcado o período entre 2020 e 2023. A diminuição, no entanto, não foi uniforme em todo o território cearense.

Dividido em quatro áreas administrativas: Fortaleza, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), Interior Norte e Interior Sul, o estado teve redução de homicídios em três delas. A capital apresentou uma das quedas mais expressivas: foram 742 mortes em 2025, contra 834 no ano anterior, uma diminuição de 11%.

O Interior Sul, que engloba regiões como Cariri, Sertão Central e Vale do Jaguaribe, liderou a redução proporcional, com queda de 16,5%. Os registros passaram de 684 para 571 mortes. Já o Interior Norte, que inclui a Região Metropolitana de Sobral, a Serra da Ibiapaba e o litoral norte, teve retração de 10%, caindo de 902 para 806 homicídios.

Na contramão do cenário estadual, a Região Metropolitana de Fortaleza foi a única área a registrar aumento. Sem contabilizar a capital, a RMF teve 902 mortes violentas em 2025, ante 852 em 2024, crescimento de 5,8%.

O avanço foi puxado principalmente por Maracanaú, onde os homicídios subiram de 166 para 200 em um ano. Maranguape também apresentou alta, passando de 85 para 106 mortes, enquanto Pacatuba registrou crescimento de 46 para 63 casos. Com esse volume, Maracanaú tornou-se o terceiro município mais violento do Ceará em números absolutos, atrás apenas de Fortaleza e Caucaia.

Segundo o secretário da Segurança Pública do Ceará, Roberto Sá, o aumento na RMF está ligado à intensificação de disputas entre facções criminosas. De acordo com ele, mesmo com o reforço do policiamento e ações de repressão, os confrontos internos entre grupos criminosos elevaram a letalidade na região.

 

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Fonte: G1

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