Brasil registra menor desemprego em 13 anos e renda do trabalhador bate recorde

O mercado de trabalho brasileiro alcançou um marco histórico no trimestre encerrado em novembro. Dados divulgados pelo IBGE mostram que a taxa de desemprego caiu para 5,2%, o nível mais baixo desde o início da série da Pnad Contínua, em 2012. O resultado reflete a combinação de mais pessoas empregadas, aumento da renda e redução do contingente em busca de trabalho .

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No período, o número de brasileiros ocupados chegou a cerca de 103 milhões, o maior já registrado pela pesquisa. Com isso, o total de pessoas procurando emprego recuou para pouco mais de 5,6 milhões, também o menor patamar da série histórica. O avanço do emprego formal foi um dos destaques, com novo recorde de trabalhadores do setor privado com carteira assinada.

O crescimento do emprego veio acompanhado de melhora nos ganhos. O rendimento médio real do trabalhador atingiu R$ 3.574, maior valor já apurado pelo IBGE. Esse movimento impulsionou a massa total de rendimentos do trabalho, que ultrapassou R$ 360 bilhões, indicando maior circulação de renda na economia.

Apesar do cenário positivo, os dados revelam desafios estruturais. O número de trabalhadores por conta própria alcançou 26 milhões, impulsionado principalmente pela expansão do microempreendedor individual e das atividades mediadas por aplicativos. Especialistas apontam que esse tipo de ocupação, embora amplie o acesso ao trabalho, está concentrado em segmentos de menor produtividade e maior informalidade.

Outro ponto de atenção aparece nos números do emprego formal divulgados pelo Ministério do Trabalho. Em novembro, foram criadas cerca de 85,9 mil vagas com carteira assinada, desempenho inferior ao registrado no mesmo mês do ano anterior e o mais fraco para meses de novembro desde o início da série do Novo Caged. Ainda assim, no acumulado de janeiro a novembro, o saldo permanece positivo, com aproximadamente 1,9 milhão de novos postos formais.

O conjunto dos indicadores mostra um mercado de trabalho aquecido e com renda em alta, mas também reforça a necessidade de políticas voltadas à geração de empregos mais produtivos e sustentáveis, capazes de manter o crescimento no longo prazo e ampliar os ganhos salariais da população.

 

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Fonte: Agencia Gov.

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