Governo reconhece cultura gospel como manifestação cultural nacional
O governo federal deu um passo histórico ao reconhecer oficialmente a cultura gospel como uma manifestação cultural nacional. O decreto, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira, 23 de dezembro, reforça o valor da fé evangélica como parte viva da identidade, da história e da expressão cultural do povo brasileiro.
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Durante cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente destacou que o reconhecimento representa acolhimento e respeito à comunidade evangélica, além de abrir caminhos para o fortalecimento de artistas, ministérios, produtores culturais e espaços comunitários ligados à cena gospel em todo o país. Segundo Lula, a ausência desse reconhecimento dificultava a inclusão da cultura gospel no planejamento de políticas públicas e em ações de preservação cultural.
Com o decreto, o Estado passa a compreender a cultura gospel como um conjunto amplo de expressões artísticas, sociais e culturais ligadas à vivência da fé, indo além da música e alcançando áreas como literatura, teatro, artesanato, economia criativa e ações comunitárias. A medida também permite a formação de profissionais e agentes culturais, além da integração da cultura gospel às políticas locais e ao Sistema Nacional de Cultura.
O presidente lembrou iniciativas anteriores voltadas ao público evangélico, como a criação do Dia Nacional da Música Gospel, celebrado em 9 de junho, e o reconhecimento da Marcha para Jesus como manifestação de fé e cultura popular. Para ele, um Estado laico deve respeitar todas as crenças e reconhecer a espiritualidade como parte da experiência humana e cultural do Brasil.
A proposta que resultou no decreto foi apresentada pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA), que acompanhou a solenidade. Lideranças religiosas também celebraram o ato. O pastor Marco Davi de Oliveira ressaltou que a cultura gospel representa cerca de 30% da população brasileira e afirmou que a medida simboliza valorização, respeito e fortalecimento da democracia.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou que o reconhecimento garante igualdade de direitos culturais e amplia o diálogo entre as comunidades de fé e as instituições culturais, assegurando que a presença gospel seja considerada em conselhos, conferências e planos de cultura em todo o país.
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Fonte: Agência Brasil


