Governo garante R$ 1,7 bi para primeiro Hospital Inteligente do Brasil

 

Recursos liberados pelo banco do BRICS, vão financiar o primeiro Hospital Inteligente do SUS, além de 14 UTIs automatizadas, que terão medicina de alta precisão, apoiada por IA e outras tecnologias emergentes

 

O Ministério da Saúde garantiu os recursos para a construção do primeiro Hospital Inteligente do Brasil, que será instalado em São Paulo (SP). A iniciativa será viabilizada com financiamento de R$ 1,7 bilhão liberado pelo Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), do BRICS, para a criação do Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI-Brasil).

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O hospital vai atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) com medicina de alta precisão, apoiada por inteligência artificial e outras tecnologias emergentes. O investimento também permitirá a implantação de uma rede nacional de serviços inteligentes, com 14 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) automatizadas e interligadas, distribuídas em 13 estados das cinco regiões do país. Os primeiros serviços da rede devem entrar em operação em 2026.

A iniciativa é resultado de cooperação técnica entre o Ministério da Saúde, a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo. O objetivo é modernizar o SUS por meio de tecnologias digitais avançadas, reduzindo em até cinco vezes o tempo de espera em atendimentos de urgência e emergência.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o projeto representa uma nova fase para a saúde pública brasileira. “Estamos incorporando ao SUS um ambiente tecnológico capaz de formar profissionais, gerar pesquisa e conhecimento, inaugurando uma nova era no cuidado à população, 100% SUS”, afirmou.

Instalado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, o ITMI-Brasil deve beneficiar cerca de 20 mil pacientes por ano. A unidade contará com 800 leitos, sendo 250 de emergência, 350 de UTIs e 200 de enfermaria, além de 25 salas cirúrgicas. O início das operações está previsto para 2027.

A estrutura prevê o uso de inteligência artificial para triagem mais rápida e precisa, telemedicina para ampliar o acesso a especialistas, ambulâncias 5G com monitoramento em tempo real dos sinais vitais e cirurgias robóticas associadas à medicina de precisão.

As UTIs inteligentes estarão conectadas a hospitais do SUS nas cidades de Manaus (AM), Dourados (MS), Belém (PA), Teresina (PI), Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Brasília (DF). Os serviços contarão com monitoramento contínuo, integração de dados e apoio à tomada de decisões clínicas, além de funcionar como um centro nacional de pesquisa e inovação.

Além do financiamento principal, o Ministério da Saúde destinará mais R$ 1,1 bilhão para a modernização de oito unidades hospitalares de referência do SUS, incluindo hospitais federais do Rio de Janeiro, o Novo Hospital Oncológico da Baixada Fluminense, o Instituto do Cérebro, no Rio de Janeiro, e o Novo Hospital do Grupo Hospitalar Conceição, no Rio Grande do Sul.

 

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Por Erika Mavignier - Assessora de Comunicação

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