Brasil registra menor desemprego da história e bate recordes na ocupação

O Brasil encerrou o trimestre terminado em outubro com a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012. O índice recuou para 5,4%, uma queda de 0,2 ponto percentual frente ao trimestre anterior e de 0,7 ponto na comparação anual, conforme dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (28).

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O número de pessoas sem trabalho caiu para 5,9 milhões, também o menor patamar já registrado. A redução representa recuos de 3,4% no trimestre e 11,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a população ocupada permaneceu em nível recorde, alcançando 102,6 milhões de trabalhadores, com crescimento de 926 mil pessoas em 12 meses.

Entre os setores formais, o total de empregados com carteira assinada subiu para 39,18 milhões, o maior contingente da série, refletindo a expansão contínua do emprego formal. No setor público, o número de trabalhadores somou 12,9 milhões, também em alta na comparação anual.

A coordenadora de Pesquisas Domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, destaca que o aumento consistente da ocupação tem reduzido a pressão por procura de trabalho, contribuindo diretamente para o recuo da desocupação. A taxa de subutilização da força de trabalho caiu para 13,9%, a menor desde o início do levantamento. O total de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas chegou a 4,57 milhões, nível mais baixo desde 2016.

Outros índices também apontam melhora expressiva. O grupo de pessoas desalentadas, aquelas que desistiram de buscar emprego, caiu para 2,64 milhões, praticamente metade do registrado em 2021, quando o indicador atingiu seu auge. A massa de rendimentos reais superou R$ 357 bilhões, atingindo novo recorde, enquanto o salário médio subiu 3,9% no ano.

Os resultados dialogam com os dados do Novo Caged, divulgado pelo Ministério do Trabalho, que apontam a criação de 1,8 milhão de vagas formais entre janeiro e outubro deste ano. O estoque total de vínculos empregatícios ativos alcançou 48,99 milhões, o maior já registrado.

Nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os números refletem um ambiente econômico mais robusto e políticas voltadas ao fortalecimento da atividade produtiva. O vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, também destacou que o país vive o menor nível de desemprego desde o início da série e comemorou a queda expressiva do desalento.

 

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