Inflação tem menor taxa para outubro em 27 anos, aponta IBGE
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação brasileira, registrou alta de apenas 0,09% em outubro, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 11 de novembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa a menor variação para o mês em 27 anos, desde outubro de 1998, quando o índice ficou em 0,02%.
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A desaceleração foi expressiva em relação a setembro, quando o IPCA havia subido 0,48% impulsionado pelo aumento nas tarifas de energia elétrica. O resultado também ficou abaixo das projeções do mercado, que estimavam variação entre 0,10% e 0,16%.
Com o dado de outubro, a inflação acumulada em 2025 chega a 3,73%, enquanto o índice dos últimos 12 meses soma 4,68%. Em igual período do ano passado, o aumento havia sido de 0,56%.
A principal contribuição para a queda do ritmo de alta dos preços veio da energia elétrica residencial, que ficou 2,39% mais barata e ajudou a conter o grupo Habitação, com recuo de 0,30%. A redução foi explicada pela mudança da bandeira tarifária, que passou da vermelha patamar 2 para a vermelha patamar 1, diminuindo o custo adicional cobrado nas contas.
Entre os grupos que mais pressionaram o índice, Vestuário liderou com avanço de 0,51%, impulsionado por calçados e acessórios (0,89%) e roupas femininas (0,56%). Em Despesas pessoais (0,45%), os maiores aumentos foram do empregado doméstico (0,52%) e do pacote turístico (1,97%).
O grupo Alimentação e bebidas apresentou leve alta de 0,01%, interrompendo uma sequência de quedas. Os alimentos para consumo em casa recuaram 0,16%, com destaque para arroz (-2,49%) e leite longa vida (-1,88%), enquanto batata-inglesa (8,56%) e óleo de soja (4,64%) tiveram aumento.
Na área de Saúde e cuidados pessoais, os preços subiram 0,41%, com impacto de produtos de higiene (0,57%) e planos de saúde (0,50%). Já em Transportes (0,11%), o destaque foi a alta das passagens aéreas (4,48%) e dos combustíveis (0,32%).
Segundo o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, a desaceleração de outubro reflete a reversão dos aumentos na energia elétrica e a estabilidade nos preços dos alimentos, contribuindo para uma trajetória mais favorável da inflação no fim do ano.
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Fonte: G1

