Desemprego no Brasil recua a 5,6% e atinge mínima histórica desde 2012

O desemprego no Brasil atingiu 5,6% no trimestre encerrado em julho, de acordo com a Pnad Contínua, divulgada nesta terça-feira, 16 de setembro, pelo IBGE. O resultado marca o nível mais baixo já registrado desde que a pesquisa começou a ser feita, em 2012.

Em comparação ao trimestre anterior, quando a taxa estava em 6,6%, houve um recuo expressivo. Frente ao mesmo período de 2024, quando o índice era de 6,9%, a redução também foi significativa. O contingente de pessoas sem trabalho caiu para 6,118 milhões, o menor desde 2013, representando 1 milhão a menos em relação aos três meses anteriores e 1,2 milhão a menos na comparação anual.

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Evolução da taxa de desemprego
  • mai-jun-jul/22 → 9,1%
  • ago-set-out/22 → 8,3%
  • nov-dez-jan/23 → 8,4%
  • fev-mar-abr/23 → 8,5%
  • mai-jun-jul/23 → 7,9%
  • ago-set-out/23 → 7,6%
  • nov-dez-jan/24 → 7,6%
  • fev-mar-abr/24 → 7,5%
  • mai-jun-jul/24 → 6,8%
  • ago-set-out/24 → 6,2%
  • nov-dez-jan/25 → 6,5%
  • fev-mar-abr/25 → 6,6%
  • mai-jun-jul/25 → 5,6%
Evolução do número de desempregados (em milhares de pessoas)
  • mai-jun-jul 2022 → 9.882
  • ago-set-out 2022 → 9.022
  • nov-dez-jan 2023 → 8.995
  • fev-mar-abr 2023 → 9.095
  • mai-jun-jul 2023 → 8.520
  • ago-set-out 2023 → 8.259
  • nov-dez-jan 2024 → 8.292
  • fev-mar-abr 2024 → 8.213
  • mai-jun-jul 2024 → 7.431
  • ago-set-out 2024 → 6.839
  • nov-dez-jan 2025 → 7.204
  • fev-mar-abr 2025 → 7.273
  • mai-jun-jul 2025 → 6.118

 

Recordes na ocupação

A população ocupada alcançou 102,4 milhões de pessoas, também o maior número já registrado pelo IBGE. O emprego com carteira assinada chegou a 39,1 milhões, puxando a formalização e sustentando a queda da desocupação.

Setores que mais contrataram no trimestre:
  1. Administração pública, saúde, educação e serviços sociais (+522 mil);
  2. Serviços de informação, comunicação, finanças e administração (+260 mil);
  3. Agropecuária e atividades relacionadas (+206 mil).
Na comparação com 2024, destacaram-se:
  1. Administração pública, saúde, educação e serviços sociais (+677 mil);
  2. Indústria (+580 mil);
  3. Serviços de informação, comunicação, finanças e administração (+480 mil);
  4. Comércio (+398 mil);
  5. Transporte e correio (+360 mil).
Outros indicadores do mercado de trabalho
  • População desocupada: 6,118 milhões
  • População ocupada: 102,4 milhões
  • População fora da força de trabalho: 65,6 milhões
  • Desalentados: 2,7 milhões
  • Empregados com carteira assinada: 39,1 milhões
  • Sem carteira assinada: 13,5 milhões
  • Conta própria: 25,9 milhões
  • Trabalhadores informais: 38,8 milhões

A força de trabalho totalizou 108,6 milhões de pessoas, também recorde da série. Já a taxa de desalento caiu para 2,4%, enquanto a subutilização recuou a 14,1%, ambas as menores taxas já registradas pelo IBGE.

Informalidade e rendimentos

A taxa de informalidade ficou em 37,8%, abaixo dos 38% do trimestre anterior e dos 38,7% de 2024. O número de trabalhadores informais foi de 38,8 milhões, enquanto os por conta própria bateram recorde com 25,9 milhões.

O rendimento médio mensal foi de R$ 3.484, alta de 1,3% no trimestre e de 3,8% em um ano. Já a massa de rendimentos chegou a R$ 352,3 bilhões, o maior valor já registrado, crescendo 6,4% em relação ao mesmo período de 2024.

Mercado resiliente

Apesar do ambiente econômico de desaceleração, o mercado de trabalho segue robusto. Analistas apontam que o avanço da formalização e a forte massa salarial têm sustentado o consumo, ajudando a conter a inflação em setores de serviços.

O IBGE reforça que a queda do desemprego reflete não apenas a redução do desalento, mas a real inserção de trabalhadores no mercado formal.

 

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Fonte: G1

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