Uso indiscriminado de injetáveis para emagrecer preocupa especialistas

O rápido aumento na procura por medicamentos injetáveis voltados ao emagrecimento vem gerando alerta entre médicos e autoridades de saúde. Fármacos à base de semaglutida, criados originalmente para o tratamento de diabetes tipo 2, ganharam popularidade como método para perda de peso, sobretudo após a adesão de celebridades e influenciadores digitais.

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Endocrinologistas reforçam que esses medicamentos não são indicados para qualquer pessoa. A prescrição deve seguir critérios clínicos, contemplando pacientes com obesidade ou sobrepeso associado a doenças como hipertensão, diabetes ou alterações no colesterol. Fora dessas condições, os riscos tendem a superar os benefícios.

Entre os efeitos adversos mais frequentes estão náuseas, refluxo e constipação intestinal. Em situações mais graves, há registros de inflamação pancreática e complicações na vesícula biliar. Outro ponto de preocupação é o reganho de peso após a interrupção do tratamento, especialmente em quem não adota mudanças duradouras na alimentação e no estilo de vida.

Especialistas ainda alertam que a popularização do uso inadequado pode transformar o tema em uma questão de saúde pública. O contrabando e a compra descontrolada já são realidade, ampliando riscos individuais e coletivos. Além disso, a busca por um padrão estético inatingível, sem hábitos saudáveis, pode resultar em danos de longo prazo, como perda de massa óssea e fragilidade metabólica.

Para os médicos, a obesidade deve ser tratada como uma doença crônica, exigindo acompanhamento constante, reeducação alimentar e estímulo à prática de atividades físicas. O uso de medicamentos, quando indicado, deve ser parte de um plano amplo de cuidados, evitando que a promessa de resultados rápidos se transforme em um problema ainda maior.

 

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Fonte: CNN

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