Desemprego cai a 5,8% e Brasil bate recordes de emprego e renda em 2025
O mercado de trabalho brasileiro alcançou resultados históricos no segundo trimestre de 2025, conforme revelou a nova divulgação da PNAD Contínua pelo IBGE nesta quinta-feira, 31 de julho. A taxa de desemprego recuou para 5,8%, o menor índice desde o início da série histórica em 2012. A melhora foi impulsionada por uma forte expansão no número de trabalhadores ocupados e pela recuperação da renda média da população.
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O recuo da desocupação foi expressivo: comparado ao trimestre anterior, a taxa caiu 1,2 ponto percentual. Em números absolutos, cerca de 1,3 milhão de pessoas deixaram a condição de desemprego, reduzindo o contingente total de desocupados para 6,3 milhões de brasileiros. No mesmo período de 2024, esse número era de 7,4 milhões.
Já a população ocupada atingiu 102,3 milhões, novo recorde. Esse crescimento de 1,8 milhão de trabalhadores no trimestre sinaliza uma retomada robusta do emprego, com destaque para os setores privado e público. A taxa de ocupação chegou a 58,8%, indicando que quase seis em cada dez pessoas em idade ativa estão empregadas.
Outro dado importante é o avanço no número de trabalhadores com carteira assinada, que somam agora 39 milhões, maior patamar já registrado pelo IBGE. No setor privado, a soma de empregados com e sem carteira foi de 52,6 milhões, com crescimento consistente nos dois segmentos. O setor público também bateu recorde, com 12,8 milhões de empregados.
A informalidade, embora ainda elevada, apresentou leve queda em relação ao ano anterior, com taxa de 37,8%, equivalente a 38,7 milhões de pessoas. O grupo de trabalhadores por conta própria também cresceu, ultrapassando os 25,8 milhões.
A taxa de subutilização da força de trabalho, que considera pessoas que gostariam ou poderiam trabalhar mais, caiu para 14,4%, o menor índice da série. Isso representa 16,5 milhões de pessoas em situação subocupada, mas em redução consistente.

Entre os brasileiros fora da força de trabalho, o número manteve-se estável em 65,5 milhões. Contudo, o grupo dos chamados “desalentados”, pessoas que desistiram de procurar emprego, teve queda significativa, totalizando 2,8 milhões, cerca de 14% a menos que no mesmo período de 2024.
Outro dado positivo é o rendimento médio real, que subiu para R$ 3.477, o maior já registrado pelo IBGE. A massa de rendimentos, que corresponde ao total pago aos trabalhadores, também atingiu um recorde, estimada em R$ 351,2 bilhões, reforçando a recuperação da renda das famílias.
Esses resultados refletem um cenário de maior dinamismo econômico e recuperação do poder de compra, consolidando uma tendência de retomada após anos de instabilidade no mercado de trabalho brasileiro.
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Fonte: G1


