Vale do Jaguaribe impulsiona produção de camarão e projeta expansão em 2025
O Vale do Jaguaribe segue se consolidando como uma das principais forças da carcinicultura nacional. Com destaque para os municípios de Aracati, Jaguaruana, Russas e São João do Jaguaribe, a região é parte fundamental da liderança do Ceará na produção de camarão, respondendo por mais da metade de todo o volume produzido no Brasil.
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Segundo estimativas da Associação de Produtores de Camarão do Ceará (APCC) e da Cooperativa dos Produtores de Camarão do Ceará (Copacam), o Estado deve ultrapassar a marca histórica de 100 mil toneladas de camarão produzidas ao longo de 2025. Em 2024, a produção já alcançou expressivas 88 mil toneladas, reforçando o protagonismo cearense no setor.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que seis em cada dez camarões consumidos no país saem do Ceará, com o Vale do Jaguaribe sendo um dos motores dessa cadeia produtiva. A força da região é impulsionada não apenas pelos grandes produtores, mas, principalmente, pelo crescimento contínuo das mais de duas mil pequenas fazendas que atuam no setor, promovendo desenvolvimento econômico e gerando emprego em diversos municípios.
Aracati, Jaguaruana, Russas e São João do Jaguaribe figuram entre as cidades com maior produção de camarão no Estado, contribuindo decisivamente para manter o Ceará na liderança nacional. Além disso, a região se prepara para um novo salto com a instalação de uma indústria de processamento de camarão em São João do Jaguaribe. O empreendimento, que contará com recursos do Ministério da Pesca e da Codevasf, terá capacidade de beneficiar até 200 toneladas por mês e promete servir de modelo para novos polos de industrialização, agregando valor ao produto e fortalecendo a economia local.
Enquanto isso, o setor avança também na busca por novos mercados internacionais. O camarão cearense poderá, em breve, conquistar consumidores na China, Reino Unido e União Europeia. As negociações com o Reino Unido estão em estágio avançado e podem resultar na retomada das exportações ainda neste ano, após a suspensão imposta ao Brasil em 2018.
A expectativa é que o crescimento da produção e a expansão para o mercado externo tragam ainda mais oportunidades para os produtores da região jaguaribana, consolidando o Vale não apenas como polo produtivo, mas também como referência na qualidade e no beneficiamento do camarão brasileiro.
Além de ampliar a produção, o desafio agora é fortalecer a cadeia de processamento dentro do próprio Estado, para que o Ceará e, em especial, o Vale do Jaguaribe, possa capturar todo o potencial econômico que a carcinicultura oferece.
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Fonte: DN


